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14-11-2019

CHINA: Vaga de repressão contra cristãos, com demolições de templos e perseguição aos fiéis


As autoridades chinesas lançaram uma nova vaga de repressão contra os cristãos, nomeadamente na província de Jiangsu, onde, segundo o site bitter Winter, que monitoriza as questões relacionadas com direitos humanos e liberdade religiosa, procuram encerrar diversas igrejas e reduzir os locais de reunião da comunidade cristã.

Esta campanha, que terá sido lançada em Julho e que se deverá prolongar até ao final do corrente ano, visa a comunidade cristã particularmente em diversas cidades situadas a norte desta província, nomeadamente Xuzhou, Lianyungang, Suqian, Huai'an e Yancheng.

Segundo o Bitter Winter, as autoridades comunistas têm como propósito reduzir ou encerrar alguns “locais de reunião” de fiéis, e, entre as medidas repressivas, haverá ainda a demolição de cruzes. Um dos objectivos é a “redução do número de fiéis”.

Também a Asia News dá conta de um aparente aumento da actividade repressiva por parte das autoridades chinesas contra a comunidade cristã na província de Fujian. Na semana passada, foi referida a expulsão de sacerdotes pertencentes à chamada Igreja Clandestina, fiel ao Papa, o encerramento de igrejas e a expulsão de fiéis com menos de 18 anos e que estavam a rezar em igrejas.

A arquidiocese de Fuzhou, situada naquela província, está a ser alvo de “perseguição e violência”, segundo a Asia News. A agência de notícias missionária relata que “quase todas as igrejas pertencentes a comunidades não oficiais foram fechadas, especialmente em Fuqing”, e que “o governo continua a forçar padres clandestinos a entrar na Associação Patriótica”, que é a entidade criada por Pequim para controlar as actividades religiosas dos cristãos.

Além de Fujian, também há relatos de perseguição contra os cristãos na província de Jiangxi. Referindo o caso concreto da diocese de Yujiang, a Asia News assinala que as autoridades locais têm entrado em igrejas durante as celebrações “retirando violentamente” crianças e jovens com menos de 18 anos, invocando legislação em vigor na China que proíbe a educação religiosa para menores de idade.

Além destas situações de perseguição contra os cristãos, prossegue ainda uma campanha de demolição de templos e cruzes de igrejas. O caso mais recente conhecido reporta à província de Hebei, diocese de Handan, em que as autoridades mandaram demolir um templo, que não tinha qualquer irregularidade administrativa, o que levou a uma reacção muito forte da comunidade local, com sacerdoters e fiéis barricados no local para tentarem impedir a destruição da igreja.

A repressão religiosa na China tem sido denunciada pela Fundação AIS que, no último relatório sobre a perseguição aos cristãos no mundo, publicado em Outubro, fazia referência à entrada em vigor de um novo Regulamento sobre os Assuntos Religiosos que veio condicionar fortemente as actividades das comunidades crentes no país, registando uma “forte repressão das expressões de fé não mandatadas pelo Estado”, assim como um aumento “da repressão da Igreja Católica”, apesar de o Vaticano ter assinado um acordo provisório com a China sobre a questão das nomeações episcopais.

O Relatório da Fundação AIS faz ainda referência às “detenções arbitrárias” a que os membros do clero têm estado sujeitos, às restrições usadas pelas autoridades nos  regulamentos de construção “como pretexto para a demolição de igrejas”, e a demolição de “santuários marianos em Shanxi e Guizhou”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: China

 






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