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15-11-2019

SUDÃO DO SUL: Dificuldade na formação de governo de unidade nacional faz temer novo conflito armado


O atraso na formação de um governo de unidade nacional no Sudão do Sul está a deixar a Igreja preocupada, havendo o temor de que a guerra civil possa ressurgir no país.

Os Bispos do Sudão do Sul expressaram já essa preocupação numa mensagem que foi lida no início do mês em todo o país no final das missas, lembrando o encontro, em Abril, no Vaticano, em que o Papa apelou aos dirigentes do país para se esforçarem no caminho da paz e reconciliação.

Esse encontro, um retiro espiritual realizado na Casa de Santa Marta e que reuniu os principais dirigentes do Sudão do Sul por iniciativa do Santo Padre, terminou com um gesto que correu mundo quando o Papa Francisco se ajoelhou diante deles e beijando os pés do Presidente da República Salva Kiir, e dos vice-presidentes ali presentes, em especial Riek Machar, apelou ao fim da guerra neste país africano.

Esse encontro foi recordado pelo Santo Padre no passado domingo quando, no final da oração do Angelus, na Praça de São Pedro, expressou o desejo de visitar o Sudão do Sul no próximo ano.

“Dirijo um pensamento especial ao querido povo do Sudão do Sul. Com a memória ainda viva do retiro espiritual para as autoridades do país, realizado no Vaticano em abril passado, desejo renovar o meu convite a todos os actores do processo político nacional para que procurem o que une e superem o que divide, em espírito de verdadeira fraternidade”, declarou o Papa.

Na ocasião, o Papa Francisco afirmou ainda o seu desejo de visitar o Sudão do Sul no próximo ano, lembrando a sua proximidade para com o povo deste país que tanto tem sofrido “nos últimos anos e espera com grande esperança um futuro melhor, especialmente o fim definitivo dos conflitos e a paz duradoura”.

Para alcançar essa paz, o Santo Padre pediu o compromisso dos principais agentes políticos “por um diálogo inclusivo, na busca de consenso para o bem da nação”. E expressou também o desejo de que a comunidade internacional não se demita do seu papel de mediador neste processo. “Também expresso a esperança de que a comunidade internacional não deixe de acompanhar o Sudão do Sul no caminho da reconciliação nacional. Convido todos a rezar juntos por este país, pelo qual tenho um carinho especial.”

A questão da formação do novo governo de unidade nacional, que tanto está a preocupar a Igreja do Sudão do Sul, está a revelar-se muito complexa, depois de ter sido ultrapassada a data definida para um acordo: o dia 12 de Novembro.

Ainda na semana passada, o Conselho de Segurança das Nações Unidas afirmou a sua preocupação pelo impasse político no país.

Além da crise política e do espectro do regresso da guerra, o Sudão do Sul está a braços também com cheias violentas que causaram já mais de meia centena de mortos e obrigaram cerca de 420 mil pessoas a abandonar as suas casas.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt  
 

 

OBSERVATÓRIO: Sudão

 






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