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21-11-2019

CHILE: Violência já causou dezenas de mortos, milhares de feridos e muitas igrejas vandalizadas


Vinte e três mortos, mais de dois mil feridos, centenas de detidos e um rasto enorme de destruição, que não poupou sequer a Igreja Católica, é o balanço, ainda provisório, dos primeiros trinta dias de crise em que o Chile está mergulhado.

O caos instalou-se um pouco por todo o país com manifestações violentas em várias cidades, sem que as autoridades tenham conseguido controlar a ordem pública, havendo inúmeros desacatos, lojas destruídas e, como consequência, a paralisação da própria economia.

A onda de protesto teve início a 18 de Outubro, por causa do aumento do preço dos bilhetes de metropolitano, mas depressa degenerou em violência. E a própria Igreja Católica parece ter ficado também na mira de grupos mais radicais.

A Igreja da Assumpção, em Santiago do Chile, o Santuário de Maria Auxiliadora, em Talca, a Igreja da Vera Cruz, também em Santiago, a Catedral de Valparaíso, a Igreja de São Francisco de Valdivia, ou a paróquia de Santa Teresa dos Andes são alguns dos templos vandalizados por grupos radicais, com imagens destruídas, bancos arrancados e até tentativas de destruição pelo fogo.

O incêndio que deflagrou na Igreja da Vera Cruz, situada no bairro turístico de Latarria, em Santiago, no dia 12 de Novembro, é exemplo da violência destrutiva que irrompeu contra os templos católicos. Imagens colocadas nas redes sociais, permitiram ver o edifício já tomado pelas chamas com pessoas no exterior a aplaudir e a cantar, sem que ninguém esboçasse qualquer tentativa para apagar as chamas.

A sul do país, a Igreja de São Francisco de Valdivia foi também atacada e profanada, deixando toda a população local consternada pela destruição causada neste templo onde viviam cinco irmãos dehonianos consagrados ao serviço da comunidade.

De início, os manifestantes reclamavam mudanças ao nível da saúde, do trabalho, da segurança social, educação, habitação e transportes mas os protestes foram ganhando intensidade e violência.

Perante a incapacidade de as autoridades susterem os protestos, as consequências são já também visíveis ao nível económico, com a paralisação do comércio e serviços em muitas cidades e um rude golpe nas receitas do turismo.

Juan Pablo Swett, presidente da Associação de Empresários da América Latina, citado pela BBC, referia no final da semana passada que “a economia está completamente bloqueada”.

Este responsável afirma que cerca de 10 mil pequenas e médias empresas relataram terem sido saqueadas ou alvo de violência como consequência das manifestações. “Se o país não voltar a funcionar normalmente nos próximos 10 dias, ouso dizer que mais 500 mil empregos estão em risco”, adiantou ainda Juan Pablo.

Entretanto, a Conferência Episcopal chilena divulgou uma mensagem em que se pede o fim da violência que está a arrastar o país para uma situação de caos total. Perante “denúncias de violações aos direitos humanos, pessoas falecidas, feridas, vandalismo, saques, destruição de infraestruturas pública e privada”, os bispos apelam “com força e insistência que cesse todo tipo de violência, venha de onde vier”.

Esta onda de violência que está a atingir o Chile e que não tem poupado a Igreja Católica vem recordar a série de ataques que ocorreram no país no início do ano antes da visita oficial do Santo Padre.

Na altura, em apenas 11 dias, pelo menos 134 igrejas chilenas foram atacadas, algumas das quais com bombas incendiárias. Só num desses ataques, na paróquia do Sagrado Coração de Jesus, foram lançados dez coquetéis molotov que danificaram a entrada do templo.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt  
 

 

OBSERVATÓRIO: Chile

 






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