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3-12-2019

HUNGRIA. Perseguição aos Cristãos é a “a crise humanitária” mais esquecida, afirma governo de Viktor Orban


A perseguição aos Cristãos foi considerada como “a crise humanitária e de civilização mais esquecida” da actualidade na conferência que decorreu na semana passada em Budapeste, na Hungria.

Organizada pelo governo de Víktor Orban, esta conferência, que reuniu cerca de 650 delegados oriundos de 40 países, debateu a necessidade de uma atitude mais empenhada por parte da comunidade internacional em socorro aos milhões de Cristãos que são vítimas de perseguição por motivos religiosos.

Para concretizar esse apoio, o primeiro-ministro húngaro defende “uma cooperação mais estreita entre governos, organizações governamentais e não-governamentais”. Durante a apresentação oficial do evento, Orban afirmou que “só através da coordenação de recursos e do esforço conjunto será possível defender as comunidades cristãs perseguidas (…) e apoiar o seu regresso aos países de origem”.

Para este responsável, a perseguição aos Cristãos dever ser encarada como um ataque global, organizado, e não deve ser vista como estando circunscrita apenas a África ou aos países do Médio Oriente. O próprio Ocidente está em causa e se os valores cristãos não forem defendidos. No futuro, alertou Víktor Orban, poderemos vir a assistir à perseguição aos Cristãos no espaço europeu tal como acontece hoje em dia em países como a Síria ou o Iraque.

A intervenção do Patriarca da Igreja Ortodoxa Siríaca de Antioquia, D. Inácio Aphrem II, marcou também os trabalhos apelando à mobilização urgente da comunidade internacional em favor dos Cristãos perseguidos.

Sublinhando que a comunidade cristã enfrenta a ameça de genocídio no Médio Oriente, o prelado lembrou que os sinais de alerta e os pedidos de socorro nunca foram escutados com a devida atenção. O ataque jihadista contra as comunidades cristãs no Iraque, em 2014, foi um exemplo dessa desatenção e desinteresse.

D. Inácio afirmou que essa “tragédia”, que na verdade começou a ganhar dimensão antes de 2014, traduz uma ameaça constante que continua a fazer-se sentir contra as minorias religiosas na região.

Além do Iraque, o prelado referiu outros países, como o Líbano, Egípto, Líbia e Síria, onde a comunidade cristã tem vivido também tempos de inquietação.

“Recordamos o que aconteceu com os cristãos durante a guerra civil no Líbano e como a migração maciça enfraqueceu a população cristã no país. Ainda hoje, o Líbano está a passar por uma grande inquietação e os cristãos podem mais uma vez ser forçados a migrar em grande número devido à instabilidade política e às manifestações diárias ocorridas naquele país.”

E acrescentou, referindo-se ao Egipto, “em que igrejas foram atacadas e muitos cristãos se tornaram mártires por sua fé”. “Como podemos esquecer os 21 jovens decapitados na costa do Mediterrâneo na Líbia por se recusarem a negar a Cristo seu Senhor e Salvador?”, perguntou, antes de mencionar a Síria para recordar a ausência de notícias de dois arcebispos sequestrados a 22 de Abril de 2013 na cidade de Alepo: “Ao fim de seis anos e meio, ainda desconhecemos o destino dos dois arcebispos, D. Boulos Yaziji e D. Gregorius Youhanna Ibrahim”.

O sequestro destes dois bispos, disse D. Inácio, “foi uma mensagem clara para seus rebanhos em Alepo e para os cristãos da Síria, de que o cristianismo não tem lugar na região”.

Por tudo isto, acrescentou o Patriarca da Igreja Ortodoxa Siríaca de Antioquia, “é muito importante fazer todo o possível para incentivar os cristãos que ainda estão na região a permanecerem na sua terra natal, fornecendo os meios necessários para reconstruir as suas casas e os meios de subsistência”.

Durante a conferência organizada pelo governo húngaro, entre outros documentos foi apresentado o último relatório produzido pela Fundação AIS sobre a perseguição aos Cristãos no mundo.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Hungria

 






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