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9-12-2019

IRAQUE: Cardeal Sako pede “ajuda urgente” para os Cristãos poderem viver na Planície de Nínive


É urgente o apoio da comunidade internacional para que os Cristãos possam regressar a suas casas na Planície de Nínive. Numa mensagem publicada na passada sexta-feira, dia 6, o Patriarca Caldeu pede ajuda para que esse regresso possa ser uma realidade dois anos após a derrota e expulsão dos jihadistas do Daesh destas terras bíblicas em solo iraquiano.

“Quero apelar a todas as ONG’s, instituições socais, igrejas e governos: precisamos da vossa ajuda para que todas as pessoas da Planície de Nínive possam permanecer nas suas casas e todos os que tiveram de partir possam regressar”, afirma o prelado, sublinhando que “ainda é doloroso” recordar o ataque jihadista em 2014 que forçou ao êxodo das populações desta região, a “que se seguiu, depois, o saque e destruição de casas, igrejas, escolas”…

Perante tudo isto, afirma o Cardeal na mensagem que fez chegar também à Fundação AIS, é necessário agir com urgência pois é o futuro da própria comunidade cristã que está em causa. “É urgente – explica D. Louis Sako –, ajudar os jovens a garantir o seu futuro na sua terra natal”, e ajudar a que as famílias se estabeleçam na região. “Para isso – explica – é essencial refazer toda uma rede de serviços de saúde, desde a pequena clínica até ao hospital”, apoiando e acompanhando todas as pessoas que procurem regressar.

São várias as áreas na Planície de Nínive que precisam de receber especial atenção, com destaque, segundo o Patriarca caldeu, para “a agricultura, a pecuária e o comércio”. Este esforço solidário é essencial, diz D. Sako, para que os Cristãos possam “viver em felicidade” nestas terras bíblicas, alertando que “o futuro” da comunidade cristã do Iraque “passa pela Planície de Nínive”.

Esta mensagem, em pleno Advento, é apenas mais um sublinhado da importância que a Igreja iraquiana dá ao regresso das famílias cristãs a esta região. Já no início do ano, o Cardeal Sako apelava à comunidade internacional para apoiar a igreja iraquiana nesta questão.

Falando numa Conferência sobre Segurança, que decorreu em Munique no mês de Fevereiro, o Patriarca Caldeu referiu que a “comunidade internacional deve ajudar” os desalojados a regressarem a suas casas, desenvolvendo “uma estratégia eficaz por um longo período”, de forma a se poder garantir “paz e prosperidade” a esta região e ao país.

Já nesse encontro na Alemanha, o Cardeal Sako afirmava que há um imenso trabalho a fazer reconstruindo infraestruturas mas também implementando uma estratégia que permita “eliminar a ideologia da jihad” que tem estado na base da proliferação dos grupos terroristas como foi o caso do Daesh.

De facto, é imenso o trabalho a fazer ainda para se apagar toda a destruição causada pela violência jihadista que se abateu sobre este país e muito particularmente sobre a comunidade cristã. Calcula-se que mais de 1200 fiéis foram assassinados no Iraque, e 120 mil foram obrigados a fugir, abandonando tudo o que tinham, vivendo durante mais de 3 anos em campos de refugiados em condições extremamente difíceis e sem que o governo central, de Bagdade, os auxiliasse devidamente.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Iraque

 






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