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11-12-2019

MOÇAMBIQUE: Prosseguem ataques em Cabo Delgado e são divulgadas primeiras imagens de terroristas


Prosseguem os ataques armados na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, numa altura em que circulam na Internet as primeiras fotografias de elementos que, alegadamente, pertencem ao Daesh, o auto-proclamado Estado Islâmico.

Os incidentes mais recentes ocorreram na semana passada entre terça-feira e sábado, com ataques nas aldeias de Ingoane e Ilala no distrito de Macomia, e Marere em Mocímboa da Praia. Segundo o jornal ‘Carta de Moçambique’, estes ataques terão causado diversos mortos entre a população civil e elementos das forças de segurança.

Quase em simultâneo, começaram a circular na Internet fotografias de elementos terroristas alegadamente pertencentes ao Daesh, que tem reivindicado algumas operações na província de Cabo Delgado.

Essas primeiras fotografias foram divulgadas na conta de Twitter do jornalista Wassim Nasr, da ‘France 24’, logo após o ataque em Marere. Nas imagens é possível ver diversos homens armados ostentando bandeiras que aparentam ser do Daesh.

Os ataques ocorridos na passada semana voltam a centrar a atenção mediática nesta região norte de Moçambique, palco de violência desde 2017, contabilizando-se já cerca de três centenas de mortos e milhares de deslocados.

Aliás, segundo o plano humanitário das Nações Unidas para Moçambique, estima-se que os ataques já tenham afectado cerca de 60 mil pessoas, muitas delas obrigadas a abandonar as aldeias onde residiam.

Ainda recentemente, a Fundação AIS dava eco ao “clima de medo e insegurança” testemunhado nesta região por elementos de uma congregação religiosa.

De facto, a Conselheira Geral das Irmãs de São José esteve de visita a Moçímboa da Praia, no norte de Moçambique, onde existe uma casa desta comunidade religiosa, e comprovou a insegurança resultante dos constantes ataques armados contra as populações.

“Pelo caminho até Mocímboa da Praia, nossos olhos viram as marcas da destruição do ciclone Kenneth e dos ataques por grupos armados”, escreve, na página oficial desta comunidade religiosa, a irmã Katia Rejane Sassi que acompanhou a Conselheira Geral, irmã Maraelena Aceti, nesta viagem no passado mês de Outubro.

Apesar de breve, o texto elucida o grau de violência, destruição e medo que atingiu a Província de Cabo Delgado.

A Irmã Katia Sassi afirma que, durante a viagem, “por várias vezes” foram mandadas parar “pelos militares que controlam a estrada”, referindo-se à presença de soldados moçambicanos destacados por causa do clima de intranquilidade que se vive na zona. “Há dois anos esta região norte de Moçambique vive num clima de medo e de insegurança por poderes ocultos que querem impor os seus próprios interesses, matando pessoas, incendiando aldeias e semeando destruição por toda parte”, escreve a religiosa.

Esta situação tem sido denunciada pela Igreja Católica local, nomeadamente pelo Bispo de Pemba. Ainda no passado mês de Outubro, D. Fernando Luiz Lisboa afirmava à Rádio Vaticano que, apesar do esforço das autoridades, havia um descontrolo em matéria de segurança e isso reflectia-se, por exemplo, no abandono já visível dos campos agrícolas, podendo falar-se já em casos de fome na região.

Para D. Fernando Luiz Lisboa, “o inimigo não tem rosto” e, apesar da presença das forças de segurança, “os ataques continuam de forma violenta”. O prelado explicou que os grupos armados queimam as casas, deixando as populações “sem lugar” e matam “pessoas inocentes”.

Apesar de D. Fernando não identificar os atacantes, a verdade é que há uma crescente convicção de que a região norte de Moçambique estará na mira de grupos jihadistas. Ainda em Setembro, a Fundação AIS dava conta de que o Daesh, o auto-proclamado Estado Islâmico, tinha reivindicado pela primeira vez um ataque ao que classificou como sendo “uma vila cristã”.

As localidades de Mbau, Quitejaro e Cobre foram entretanto alvo de ataques reivindicados também pelos jihadistas.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Moçambique

 






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