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12-12-2019

NIGÉRIA: Igreja Católica denuncia clima de insegurança face à onda de sequestros de sacerdotes


Face ao avolumar de casos de sequestro de sacerdotes na Nigéria, a Igreja Católica considera que o país enfrenta uma situação de insegurança “sem precedentes”, agravada pela aparente incapacidade de as autoridades lidarem com estas situações que se têm multiplicado especialmente na região sul.

Só no corrente ano nove sacerdotes foram sequestrados no Estado de Enugu, situado no sul da Nigéria, o que levou já a comunidade cristã local a exigir mais medidas de segurança.

No entanto, os casos mais recentes ocorreram no final da semana passada, a 6 de Dezembro, com o sequestro de dois padres no Estado de Ondo.

Estes dois religiosos, os Padres Felix Efobi e Joseph Nweke – pertencentes à diocese de Awka – foram vítimas, segundo ma Rádio Vaticano, de uma emboscada “enquanto se dirigiam a Akure, a capital do Estado, para uma cerimónia nupcial”.

Neste caso, “os criminosos teriam contactado a diocese, pedindo dinheiro em troca dos dois religiosos 48 horas depois do sequestro”. Todavia, diz ainda a Rádio Vaticano, “o porta-voz da polícia de Ondo, Femi Joseph, não confirmou” esta notícia, afirmando “desconhecer os detalhes” do sequestro.

No mês de Novembro as autoridades identificaram pelo menos o sequestro de dois sacerdotes. Tanto o  Padre Malachy Asadu, pertencente à Diocese de Nsukka, como o Padre Teófilo Ndulue, seriam libertados ao fim de pouco tempo desconhecendo-se se houve, ou não, o pagamento de algum resgate.

No entanto, nem sempre os sequestros acabam com a libertação dos reféns. O portal de notícias do Vaticano recorda que, “em 20 de Março, o corpo do Padre Clement Rapuluchukwu Ugwu, pároco da igreja de São Marcos, foi encontrado em Obinofia Ndiuno”, no Estado de Enugu, sete após ter sido sequestrado.

Recentemente, a Fundação AIS chamava a atenção para esta situação dramática que está a atingir o clero nigeriano. Após o sequestro do Padre Arinze Madu, vice-chanceler do seminário “Rainha dos Apóstolos”, em Imezi-Owa, o responsável pela comunicação da Diocese de Enugu referia o sentimento de apreensão e de impotência face a esta onda de violência.

Em Junho, a Conferência Episcopal, através de seu presidente, D. Augustine Akubeze, arcebispo de Benin, denunciava já o “nível sem precedentes de insegurança” na Nigéria, lembrando os inúmeros casos de sequestros e de ataques contra as populações civis no país, mas também contra elementos da Igreja.

Todos estes casos reflectem um clima de certa impunidade com que grupos armados e de malfeitores actuam na Nigéria. Além do crónico problema na região norte e nordeste, palco da actuação do grupo jihadista Boko Haram, que pretende a instauração de um ‘califado’ e que é responsável por milhares de mortos desde 2009, também grupos de pastores muçulmanos fulani têm atacado comunidades cristãs um pouco por todo o país. Calcula-se que só durante o ano de 2018, mais de 3700 cristãos foram mortos na Nigéria.

Recentemente, em Lisboa, durante a sessão de apresentação do relatório da Fundação AIS sobre a perseguição aos cristãos no mundo, o Padre Gideon Obasogie, oriundo da Diocese de Maiduguri, situada precisamente no norte da Nigéria e um dos epicentros do terror do Boko Haram, testemunhou situações dramáticas vividas nos últimos anos pelas populações indefesas perante a brutalidade de um dos mais temíveis grupos terroristas da actualidade.

Afirmando que “o Terço tornou-se na nossa melhor arma”, o Padre Gideon acusou a forma negligente como a comunidade internacional tem agido em defesa dos cristãos no seu país, dizendo que “há um silêncio estranho em que não se fala destas coisas”.

Agradecendo o trabalho da Fundação AIS no apoio à comunidade cristã, o Padre Gideon Obasogie defendeu que há imenso a fazer nas áreas mais atingidas pela violência terrorista. Reconstruir igrejas e capelas, seminários e estruturas de apoio social é fundamental, disse, mas há algo mais urgente: “reconstruir a vida das pessoas”. Para isso, sublinhou este sacerdote nigeriano, “é preciso substituir sentimentos de ódio e vingança pela reconciliação”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt



 

OBSERVATÓRIO: Nigéria

 






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