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17-12-2019

LIBANO: Crise económica leva cada vez mais famílias cristãs a recorrer à solidariedade da Igreja


A crise financeira no Líbano está a atingir cada vez mais famílias e a afectar profundamente a comunidade cristã. Em resposta a esta situação, a igreja e a sociedade civil têm organizado iniciativas solidárias de emergência procurando colmatar as necessidades básicas das populações mais atingidas pela falta de recursos económicos. São diversas as paróquias que passaram a disponibilizar bens essenciais para o dia-a-dia das famílias, não só ao nível alimentar mas também com medicamentos e vestuário.

Em declarações à Fundação AIS, o Arcebispo Melquita de Beirute referiu que, por causa da crise económica, “muitas pessoas perderam o emprego e algumas recebem apenas metade do salário”, situação que “tem um enorme impacto nas famílias”. Para D. Georges Bacouni, o Líbano vive “um terramoto, enfrentando enormes problemas económicos e um sistema bancário falido”.

Uma das consequências desta crise é a emigração que está a afectar já consideravelmente a comunidade cristã. Segundo D. George, são cada vez mais “os cristãos que consideram a possibilidade de emigrar, procurando uma vida melhor” noutro país, o que terá também implicações na própria comunidade libanesa. “Existe o risco de perder a geração jovem: eles não querem ficar no Líbano”, explica o prelado adiantando que esta situação lança “muitas perguntas sobre o futuro do país”.

O acelerar da crise económica levou os bancos a imporem restrições à transferências de dinheiro e desvalorizando a moeda o que veio agravar ainda mais a situação provocando um aumento do desemprego.

Esta situação foi também denunciada no início do mês por uma religiosa portuguesa que vive em Qara, na Síria, muito perto da fronteira libanesa. Numa mensagem áudio enviada para a Fundação AIS em Lisboa Maria Lúcia Ferreira [conhecida como Irmã Myri], refere que a crise financeira no Líbano está já a reflectir-se também na Síria, pondo em causa projectos de solidariedade com estão a ser desenvolvidos localmente pela Igreja. “Para nós foi um golpe duro porque a maior parte dos nossos amigos e associações que nos ajudam financiando os nossos projectos, faziam os seus depósitos nos bancos no Líbano pois os países ocidentais não têm relações com a Síria, não depositam aqui o dinheiro, não enviam para cá o dinheiro…”

Descrevendo a situação como “difícil”, a Irmã Myri deu o exemplo de uma iniciativa de âmbito profissional de apoio às mulheres sírias e que está a ser desenvolvida na vila de Qara. “Nós queríamos fazer um projecto de lãs, como nos outros anos e não sabemos [agora] se é possível ou não…”

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Líbano

 






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