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18-12-2019

VENEZUELA: As Igrejas transformaram-se em “hospitais de campanha”, alerta bispo em declarações à Fundação AIS


A Venezuela está a viver uma situação de colapso generalizado com as populações a recorrerem cada vez mais à ajuda de emergência que é disponibilizada pela Igreja e por instituições de solidariedade.

Na semana passada, o Bispo de Acarigua-Araure apelou, numa iniciativa do secretariado espanhol da Fundação AIS, à mobilização dos fiéis em todo o mundo em favor da Venezuela, dado o agravamento da crise no país de Nicolás Maduro.

“O povo venezuelano é um povo desamparado. As igrejas tornaram-se num ponto de encontro. São hospitais de campanha, a exemplo do que fala o Papa Francisco, onde milhares de pessoas são alimentadas e crianças e pessoas doentes são atendidas”, disse D. Juan Carlos Bravo.

Explicando que a Venezuela não consegue sobreviver “sem a ajuda externa” através da solidariedade “de organizações como a Fundação AIS”, o prelado sublinhou  a importância do trabalho desenvolvido localmente junto das populações pelas estruturas da Igreja. “O nosso destino é o destino dos pobres”, afirmou o bispo de Acarigua-Araure, adiantando que, por causa disso, “a Igreja é muito respeitada”. “Chegamos onde os outros não chegam.”

A crise económica e política em que está mergulhada a Venezuela tem expressão também no fluxo cada vez mais assinalável de pessoas que emigram em condições por vezes dramáticas.

Calcula-se que aproximadamente 15% da população tenha já abandonado a Venezuela, o que significa cerca de 4,5 milhões de pessoas. Na estatística da crise venezuelana, que D. Juan Carlos Bravo elencou durante a sua estadia em Espanha, sobressai ainda o facto de 30 por cento das crianças sofrerem de desnutrição e de cerca de 60% das famílias já terem de procurar comida na rua.

Estes são indicadores da pobreza e fome que já fazem parte do quotidiano da vida de grande parte do povo da Venezuela. À falta de alimentos e medicamentos acresce ainda, muitas vezes, fortes carências ao nível energético e da distribuição de água potável.

Esta situação terrível de crise tem mobilizado a nível internacional a Fundação AIS com vários secretariados, nomeadamente o português, a lançaram campanhas de solidariedade para com a Igreja e o povo venezuelano.

Numa iniciativa que está a decorrer neste Natal de 2019, intitulada “presentes de fé”, a Fundação AIS tem procurado dar voz a pessoas que, nos vários cantos do mundo, passam dificuldades em resultado da situação de violência, de perseguição religiosa ou de pobreza extrema que se vive nos seus países, e têm sido apoiadas através da generosidade dos benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre.

Uma dessas pessoas que testemunhou a importância da ajuda recebida ao longo do tempo pela Fundação AIS é o Padre Angel Colmenares, que pertence à paróquia de Catia La Mar, nos subúrbios de Caracas, a capital da Venezuela.

Nesse testemunho, o Padre Angel descreve a situação muito difícil que se vive neste país sul-americano, em que os “alimentos e outros bens tornaram-se extremamente caros” o que arrastou os venezuelanos para “a pobreza”.

A escassez de bens essenciais levou a gigantescos protestos e a distúrbios nas ruas. Algo que se tornou, diz este sacerdote, “a realidade do dia-a-dia”. “A Igreja sofre com o seu povo”, diz ainda o Padre Angel no testemunho gravado para a Fundação AIS neste Natal.

“Podem roubar-nos os bens materiais mas não podem tirar-nos a nossa dignidade”, diz, a finalizar o padre de Catia La Mar, agradecendo toda a ajuda que a AIS tem disponibilizado para a Venezuela. “Graças a vós, temos podido continuar a servir o nosso povo mantendo viva a chama da fé”, diz o Padre Angel.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Venezuela

 






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