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20-12-2019

CAMARÕES: Região fronteiriça com a Nigéria regista ataques quase diários dos jihadistas do Boko Haram


A extensa fronteira entre os Camarões e a Nigéria tem sido palco, nos últimos três meses, de ataques quase diários por parte de grupos terroristas do Boko Haram. Esses ataques causaram pelo menos cerca de três dezenas de mortos e um número elevado de feridos.

O agravamento da insegurança levou à convocação de uma reunião de alto-nível governamental na cidade de Maroua, na quarta-feira da semana passada. Os ataques mais recentes, nomeadamente na região de Mora, Tokombere, Limani, Kolofata e Ashigachia, estão a obrigar a uma avaliação dos meios necessários para a contenção da actividade dos grupos terroristas.

As autoridades lançaram um apelo aos líderes das comunidades locais, governantes regionais e clérigos para trabalharem em conjunto com os militares de forma a ser possível combater com mais eficácia a ameaça do Boko Haram.

A frequência dos ataques na região fronteiriça entre a Nigéria e os Camarões representa um sinal do alargamento do espaço operacional dos grupos terroristas de inspiração jihadista nesta zona do continente africano.

Sinal disso, um pouco mais a norte, no Níger, ocorreu recentemente um ataque de grande envergadura contra uma base militar em Inates, no este deste país, em que pelo menos 71 soldados foram mortos e mais de uma dezena ficaram feridos.

O ataque, na noite de 10 de Dezembro, foi já considerado como a “investida mais mortífera” no Níger desde 2015, quando as forças militares conjuntas de alguns dos países da região iniciaram uma ofensiva contra os grupos jihadistas.

Relatos do próprio ministério da Defesa do Níger referem que no referido ataque participaram “várias centenas” de terroristas e que os combates duraram pelo menos três horas e foram de “uma rara violência”, com a utilização, por exemplo, de peças de artilharia e de bombistas suicidas.

O ataque, que foi entretanto reivindicado pelo Daesh, o auto-proclamado Estado Islâmico, grupo terroristas que estabeleceu uma aliança com o Boko Haram, ocorreu precisamente dias antes de uma cimeira entre o presidente francês Emmanuel Macron e os líderes dos cinco países que formam uma força conjunta contra a violência jihadista nesta zona de África: O Mali, Burkina Faso, Níger, Chade e Mauritânia.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Camarões

 






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