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27-12-2019

MOÇAMBIQUE: Capela da Igreja Católica vandalizada em ataque recente a aldeia no norte do país


Uma capela da Igreja Católica foi vandalizada em Chitunda, aldeia situada na província de Cabo Delgado, na sequência de mais um ataque por grupos desconhecidos no norte de Moçambique.

Além da destruição causada na capela, várias casas foram queimadas e houve ainda a destruição de diversas infraestruturas. Desta vez, porém, e ao contrário do que tem sucedido, em consequência do ataque a esta aldeia, que ocorreu na madrugada de 17 de Dezembro, não há vítimas a lamentar.

Este incidente poderá estar relacionado com confrontos registados no dia anterior em que populares expulsaram militares aquartelados na aldeia por alegada inoperância no combate aos grupos armados que têm espalhado o terror na região.

De facto, no início do mês, registaram-se diversos ataques que causaram até algumas baixas entre as forças de segurança. Os relatos na imprensa local não são, porém, absolutamente coincidentes quanto ao número de vítimas, localização e cronologia dos acontecimentos.

Segundo o site ‘Intermz’, 29 elementos da Unidade de Intervenção Rápida – uma estrutura de elite das forças de segurança – morreram em Macomia, na província de Cabo Delgado, no dia 6 de Dezembro. Os militares terão sido “surpreendidas” por um número elevado de atacantes, mais de “200 homens” munidos de armamento pesado, nomeadamente metralhadoras e granadas.

Por sua vez, o jornal ‘Carta de Moçambique’ fazia referência a ataques entre os dias 3 e 7 de Dezembro, nas aldeias de Ingoane e Ilala, nos distritos de Macomia e Marare, em Moçímboa da Praia.

A aldeia de Marare foi atacada, diz o jornal online, por um “grupo de homens, que estava munido de armas de fogo e catanas”. Na sequência do ataque, diz ainda “a Carta”, foram mortos dois civis e verificou-se ainda “o assassinato de mais de 10 membros das Forças de Defesa e de Segurança”. O jornal acrescenta que “o ataque foi, mais uma vez, reivindicado pelo Estado Islâmico que assegura ter “morto 16 militares e capturado um” dos soldados.

Desde Outubro de 2017 que a região de Cabo Delgado, situada a norte de Moçambique, tem registado inúmeros ataques por parte de grupos armados, alguns dos quais alegadamente da responsabilidade dos jihadistas do Daesh, o auto-proclamado Estado Islâmico, contabilizando-se já mais de três centenas de mortos e, segundo dados das Nações Unidas, mais de 60 mil desalojados.

Ainda recentemente a Fundação AIS dava conta da divulgação na Internet e pela primeira vez de fotografias de elementos terroristas conotados com o Daesh.

Essas primeiras fotografias foram divulgadas na conta de Twitter do jornalista Wassim Nasr, da ‘France 24’, logo após o ataque em Marere. Nas imagens é possível ver diversos homens armados ostentando bandeiras que aparentam ser do Daesh.

O clima de medo que se vive nesta região foi testemunhado localmente por elementos de uma congregação religiosa, as irmãs de São José, que estiveram recentemente de visita a Moçímboa da Praia.

A Irmã Katia Rejane Sassi que acompanhou a Conselheira Geral, Irmã Maraelena Aceti, numa viagem em Outubro à casa da congregação existente no local, relatou que, “pelo caminho até Mocímboa da Praia, [os] nossos olhos viram as marcas da destruição do ciclone Kenneth e dos ataques por grupos armados”.

Apesar de breve, o texto elucida o grau de violência, destruição e medo que atingiu a Província de Cabo Delgado. A Irmã Katia Sassi afirma que, durante a viagem, “por várias vezes” foram mandadas parar “pelos militares que controlam a estrada”, referindo-se à presença de soldados moçambicanos destacados por causa do clima de intranquilidade que se vive na zona.

“Há dois anos esta região norte de Moçambique vive num clima de medo e de insegurança por poderes ocultos que querem impor os seus próprios interesses, matando pessoas, incendiando aldeias e semeando destruição por toda parte”, escreve ainda a religiosa.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Moçambique

 






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