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13-1-2020

HAITI: 10 anos após sismo brutal, país continua em crise e bispo lança apelo através da AIS: “precisamos das vossas orações”


Fez ontem Domingo, dia 12, precisamente dez anos que o Haiti foi sacudido pelo mais violento terramoto nos últimos dois séculos. O balanço foi trágico: mais de 230 mil pessoas perderam a vida em consequência deste abalo de terra cujo epicentro se situou a cerca de 20 quilómetros da capital, Port au Prince, cidade que ficou devastada. Mais de 3 milhões de haitianos, segundo estimativas das Nações Unidas, foram de alguma forma afectados pelo terramoto.

Uma década depois, continuam a ser visíveis as consequências do devastador abalo sísmico na vida das populações. O pior é que a essas marcas de destruição se juntam agora os sinais da inoperância do poder político e os casos de corrupção. Com o futuro hipotecado, as ruas têm sido ocupadas por milhares de pessoas que exigem a saída do presidente Jovenal Moïse.

O país está à beira do abismo. Em Dezembro, a Rádio Vaticano dava voz a uma religiosa brasileira a viver no Haiti desde 2013. Ela descreve que a vida no país se agravou a partir de Setembro com a instabilidade política e social decorrente dos protestos da população.

“A miséria, a fome e o desemprego atingem primeiro os mais pobres, que sofrem as consequências da violência e do caos social”, diz a irmã Maria Goreth Ribeiro. “Toda esta situação de dor, de sofrimento e de muita violência nos deixa inquietas e nos faz renovar o nosso compromisso e nossa opção pelos mais pobres”, acrescentando que ninguém fica imune à violência que tomou de assalto as ruas. “Em muitos momentos temos medo, mas a gente procura, através da fé, que o medo não nos paralise. Os pobres ensinam-nos a fortalecer a nossa fé e esperança em Deus”, diz esta missionária brasileira.

Também D. Désinord Jean faz um retrato muito negro sobre a situação do país. Em declarações à Fundação AIS, o Bispo de Hinche afirma “o Haiti está a morrer”, pedindo moderação aos manifestantes, tanto mais que, por causa dos protestos já se registaram pelo menos 17 mortos e cerca de duas centenas de feridos.

As manifestações conseguiram paralisar o país. Tudo parou. Os mercados, as escolas. Deixou de haver combustível. “As pessoas não podem sair. Estamos fechados em nossas casas. Todas as estradas estão bloqueadas. Mesmo em casos urgentes, as ambulâncias ou os carros de emergência” não conseguem sair, explica o prelado.

A crise é profunda. O Bispo pede, através da Fundação AIS, as orações de todos. Cerca de “80% das pessoas estão desempregadas”, e isto é particularmente grave, acrescenta, por se tratar de “um país onde 65% da população é jovem…” “A pobreza extrema tira a esperança das pessoas”, diz ainda D. Désinord Jean.

No epicentro desta crise está um regime corrupto de onde sobressai a figura do presidente Jovenal Moïse. Para o Bispo Jean, o poder tem continuado surdo aos apelos oriundos de toda a sociedade e da própria Igreja.

“Apesar dos nossos pedidos repetidos ao longo de quase dois anos, os políticos do Haiti continuam surdos. Em Julho de 2018, já tínhamos uma grande crise e o governo não fez nada”, recordou o prelado à AIS.

Entretanto, numa carta aberta publicada em Setembro, a Conferência Episcopal acusou a classe política – governo e oposição – de serem incapazes de dialogar. “Se o país está em chamas – escreveram os bispos – é por causa da vossa irresponsabilidade”.

O Haiti é considerado como o país mais pobre do Hemisfério Ocidental. A Fundação AIS tem, ao longo dos anos, ajudado a Igreja através da reparação de edifícios e estruturas paroquiais e seminários que colapsaram durante o terramoto, mas também através do apoio à formação de sacerdotes e leigos. O Bispo de Hinche agradece esta ajuda, “muito generosa”, mas deixa um pedido urgente dada a gravidade da situação em que o Haiti está mergulhado: “neste momento precisamos das vossas orações!”

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Haiti

 






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