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16-1-2020

EGIPTO: ONU pede libertação de activista detido há dois meses por denunciar violência contra cristãos


Ramy Kamel Salid é um activista dos direitos humanos que tem procurado denunciar actos de violência contra a comunidade cristã no Egipto, nomeadamente no sul do país onde se têm multiplicado episódios de famílias despejadas à força de suas casas “por vizinhos muçulmanos”, o que tem acontecido, assegura a agência de notícias AsiaNews, com “a aprovação tácita das autoridades”.

No início do mês de Novembro, Kamel foi detido, de madrugada, em sua casa, por agentes não uniformizados da polícia sob a acusação de pertencer a organização terrorista e de transmitir informações falsas.

A prisão de Ramy Kamel Salid já mereceu a condenação de vários grupos de defesa dos direitos humanos e a própria ONU exige a sua libertação.

O gabinete no Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos publicou, a 11 de Dezembro, uma nota em que pede ao governo egípcio a libertação deste “defensor dos direitos” dos cristãos.

Nessa nota, diversos especialistas em direitos humanos da ONU pedem às autoridades do Egipto para porem um fim à “detenção arbitrária e maus-tratos a Ramy Kamel Saied Salid, que trabalha para defender os direitos humanos da minoria cristã copta do país”.

No texto, os responsáveis das Nações Unidas afirmam que “Ramy Kamel, que havia documentado ataques às igrejas coptas, foi preso, interrogado e supostamente torturado em 4 e 23 de Novembro de 2019”, e que está actualmente na prisão de Tora, no Cairo, acusado de pertencer “a uma organização terrorista” e a utilizar as redes sociais para espalhar “notícias falsas que ameaçam a ordem pública”.

Os responsáveis da ONU asseguram que as autoridades não apresentaram quaisquer provas que sustentem as acusações. Entretanto, uma organização de defesa da comunidade cristã no Egipto, a Coptic Solidarity, assegura que tem aumentado no país a repressão dos activistas dos direitos humanos desde Setembro do ano passado.

Segundo esta organização, mais de 3 mil pessoas terão sido detidas por participarem, de alguma forma, em protestos contra o governo do marechal al Sissi.

No último Relatório produzido pela Fundação AIS sobre a perseguição aos cristãos no mundo, constata-se que tem havido uma diminuição no número de ataques bombistas contra igrejas no Egipto embora continuem a verificar-se episódios extremamente violentos. Apesar das medidas de segurança adoptadas pelo governo egípcio, os coptas continuam a ser vítimas de perseguição.

O relatório da AIS, ‘Perseguidos e Esquecidos?’ constata essa realidade, assegurando que “continuam a ocorrer protestos contra edifícios religiosos, um problema que aparentemente piorou desde que o Governo tornou mais fácil a aprovação de licenças de construção de edifícios religiosos”, e assinala ainda que “as mulheres e raparigas cristãs coptas continuam a ser raptadas para conversão e casamento forçados”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Egipto

 






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