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11-2-2020

MOÇAMBIQUE: Relatório da ONU diz que acções terroristas em Cabo Delgado “são planeadas” a partir do exterior


A situação de violência, com sucessivos ataques extremamente violentos contra as populações, tem vindo a agravar-se na província de Cabo Delgado, situada a norte de Moçambique e foi já objecto de análise nas próprias Nações Unidas.

A Fundação AIS teve acesso a documentação do Conselho de Segurança da ONU em que se fez referência às “acções terroristas” em Moçambique, afirmando-se que serão “planeada e comandadas” a partir do exterior, nomeadamente da República Democrática do Congo.

Num relatório de uma equipa de acompanhamento às actividades do Daesh, da Al-Qaeda e de entidades associadas a estas organizações terroristas, é referido que desde o final do ano passado há “indicação de acções coordenadas” por parte dos grupos que actuam em Moçambique, República Democrática do Congo e Somália.

Nesse relatório, com data de 20 de Janeiro, refere-se ainda que se tem “observado uma melhoria na qualidade e conteúdo dos materiais de propaganda”, e que haverá novas formas de financiamento das actividades terroristas.

De facto, têm prosseguido os ataques. Os episódios mais recentes, segundo relata a imprensa local, terão ocorrido no distrito de Quissanga, na passada segunda-feira, dia 3 de Fevereiro, nas comunidades de Nraha, Mussomero, Nadmadai, Namiruma e Mahate. Segundo o jornal moçambicano “A Carta”, além de terem “queimado palhotas da população e o Centro de Saúde de Mahate, os insurgentes mataram por decapitação 7 cidadãos que pela manhã se deslocavam às suas machambas”.

No dia anterior, domingo, 2 de Fevereiro, e ainda segundo este jornal, foram “raptadas duas mulheres” em Muidimbe, numa série de ataques rápidos a aldeias que levaram à fuga das populações para as matas. Um popular, citado pela referida publicação, explicava que, “quando anoitece, cada um vai-se esconder na mata” e só regressa de manhã. Estes incidentes ocorreram depois dos ataques à localidade de Bilibiza, que provocaram uma destruição elevada e a fuga generalizada das populações.

O Bispo de Pemba comentou na passada semana esses ataques à Fundação AIS, dizendo que “são uma tragédia”, e adiantou que já morreram “mais de 500 pessoas” desde Outubro de 2017, quando teve início esta onda de violência a norte de Moçambique.

Na entrevista em exclusivo à Fundação AIS, D. Luiz Fernando Lisboa referiu-se também a esta ameaça regional considerando-a “muito preocupante”. “Se há uma rede internacional ou transnacional é mais preocupante porque eles são fortes e isso é muito mais difícil de debelar, de acabar com isso.”

Na verdade, desconhece-se a real dimensão dos grupos terroristas que operam no norte de Moçambique. Mas a comunidade cristã sente-se ameaçada e o próprio Bispo afirma que tem consciência de que pode, ele próprio, vir a ser alvo de um desses ataques.

“Estou consciente de que isso pode acontecer. Mas, sinceramente, não tenho medo. Não tenho medo.” O Bispo de Pemba enalteceu a forma corajosa como os “missionários e as missionárias” têm prosseguido com a sua missão apesar dos ataques. “Louvo a Deus, agradeço pela coragem que eles têm tido… nenhum deles abandonou o posto, estão lá e eu não posso nem tenho o direito de ter medo, justamente para os apoiar e para que eles continuem a cumprir a sua missão”, disse ainda D. Luiz Fernando Lisboa.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | ACN Portugal


 

OBSERVATÓRIO: Moçambique

 






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