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24-2-2020

MOÇAMBIQUE: D. Diamantino destaca ajuda da Fundação AIS no balanço dos primeiros meses à frente da diocese de Tete


D. Diamantino Antunes foi ordenado Bispo de Tete a 12 de Maio de 2019. Nove meses depois, faz um primeiro balanço sobre o trabalho e os desafios que se colocam a esta diocese que tem cerca de 3 milhões de habitantes – uma superfície superior à de Portugal continental – e destaca o apoio recebido por parte da Ajuda à Igreja que Sofre.

De passagem por Portugal, o Bispo de Tete fala com entusiasmo em entrevista à Fundação AIS na sua nova missão, afirmando que nestes nove meses procurou, acima de tudo, “conhecer o território, as pessoas, as comunidades, as paróquias”.

Lugares inóspitos

Fundamentalmente foram nove meses em visitas pastorais. “Visitei todas as missões, as 30 missões da nossa diocese, [que é] um território extenso com cento e poucos mil quilómetros, uma superfície maior do que Portugal, e posso dizer que cheguei um pouco a todo o lado. Até cheguei a lugares onde nunca nenhum bispo chegou…”

Num primeiro balanço, em entrevista à Fundação AIS, D. Diamantino, de 53 anos de idade – o primeiro missionário português da Consolata a ser nomeado bispo –, reconhece que “é preciso muita energia para poder fazer tantos quilómetros e às vezes [ir] a lugares inóspitos onde é difícil chegar”. “Mas encontrei uma diocese bastante viva, jovem, com muitas necessidades.” E destaca essencialmente duas situações mais urgentes. “Dar missionários àquelas missões que há mais de 40 anos não têm presença” de elementos da Igreja, e apostar na “pastoral urbana”, dando como exemplo a realidade que encontrou na cidade de Tete, a quarta mais importante do país.

A ameaça das seitas

“Temos uma cidade que cresce cada vez mais e onde a Igreja às vezes não está presente porque faltam estruturas”, explica o prelado, justificando a importância da “pastoral da proximidade”, até porque na região não se pode descurar o fenómeno crescente das seitas. “As seitas são muito agressivas, sobretudo neste contexto que é um contexto também muito difícil, onde as pessoas têm muitos problemas, e procuram às vezes no religioso e na religião e nas igrejas o suporte para os seus problemas de saúde, problemas familiares e problemas de carácter social. As seitas estão ali. Nós temos também de estar, com uma presença diferente, mais próximas e também dando resposta àquilo que são as necessidades vitais das pessoas.”

Falta de padres

A falta de sacerdotes, de missionários e de religiosas é, neste contexto, um problema a superar. No entanto, o bispo revela-se optimista. “Temos 65 sacerdotes na diocese. Insuficientes. Desses, 14 são diocesanos moçambicanos. É um número bastante reduzido mas há esperança de facto, de aumentar.” A alimentar essa esperança, há cerca de três dezenas de seminaristas, alguns dos quais estão já mesmo na recta final da sua formação. “Este ano vou ter o privilégio, a grande alegria, o grande dom de ordenar quatro sacerdotes diocesanos. É a primeira vez que se ordenam tantos de uma só vez…  Então, passaremos de 14 para 18, com um aumento qualitativo e quantitativo”, sublinha D. Diamantino.

Reorganização da Diocese

A falta de sacerdotes não tem impedido o novo Bispo de Tete de reorganizar o espaço da diocese. “Encontrei 30 paróquias, já criei três e este ano temos a previsão de criar outras três. E temos oito missões sem sacerdotes ainda e também sem irmãs… Eu penso que seria necessário 120 sacerdotes para dar uma assistência regular, normal, à diocese”, explica, num fôlego. Afinal, dos cerca de 3 milhões de habitantes na Diocese, cerca de 750 mil são católicos e como se trata de uma Igreja em crescimento, “é necessário dar pastores” às comunidades.

A ajuda da Fundação AIS

Igreja em crescimento mas com muitas necessidades. Durante a passagem por Portugal, D. Diamantino Antunes destacou a importância da colaboração da Ajuda à Igreja que Sofre nos projectos diocesanos, tendo palavras de grande elogio para com esta instituição pontifícia. “A Fundação AIS é a nossa grande mãe e o nosso grande pai, não só na diocese de Tete mas nas outras dioceses de Moçambique e em África em geral, no sentido de que tem uma grande disponibilidade em ajudar, sobretudo em projectos que dizem respeito à pastoral de formação.”

No caso concreto da Diocese de Tete, a colaboração com a Fundação AIS tem estado presente em diversas áreas. “Tem-nos ajudado na formação dos nossos seminaristas, concedendo bolsas de estudo”, mas também apoiando a nível de recuperação de edifícios, especialmente por causa do ciclone Idaí. “Também sofremos inundações – não tanto como na Beira, mas a AIS ajudou-nos também, e de forma muito significativa, na recuperação de capelas que caíram e também na recuperação de algumas casas, pois houve pessoas que ficaram com as casas destruídas…

Uma nova rádio

Para D. Diamantino Antunes, o apoio que tem recebido graças à generosidade dos benfeitores da Fundação AIS tem sido essencial. “Tem sido uma ajuda bastante grande, também na construção de capelas, e na formação dos nossos catequistas que são os grandes colaboradores, evangelizadores, que estão presentes por todo o lado, sobretudo naquelas zonas que não têm missionários.” Um apoio que se vai estender também à rádio diocesana. “Este ano, depois da Páscoa, iremos inaugurar a nossa rádio diocesana que tem como nome Rádio Muadia”. Muadia é o nome de uma canoa, um tronco escavado em forma de canoa e que é o meio de transporte mais comum no rio Zambeze. “A nossa diocese é atravessada pelo rio. O próprio rio Zambeze divide a cidade de Tete em duas partes. É o meio de transporte e também de informação. Então, nós fizemos o pedido de partilha dos programas de informação produzidos pela AIS para nós retransmitirmos na nossa rádio diocesana.” E assim, a partir da Páscoa, o programa “Igreja no Mundo”, produzido em Lisboa pela Fundação AIS passa a ser retransmitido, com a Muadia, já em 36 rádios em Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt  
 

 

OBSERVATÓRIO: Moçambique

 






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