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26-2-2020

FRANÇA: Presidente Macron vai receber a cristã Asia Bibi que pretende pedir asilo às autoridades francesas


Com o visto que lhe permite viver com a família no Canadá quase a expirar, Asia Bibi pretende pedir asilo a França. A notícia foi divulgada ontem pelo canal francês RFI, acrescentando que o presidente Emmanuel Macron vai receber sexta-feira esta cristã paquistanesa que se tornou num símbolo da luta contra a Lei da Blasfémia.

Não adiantando nenhum pormenor em concreto sobre o pedido de asilo, o canal cita fonte do Palácio do Eliseu para assegurar que tudo estará a ser tratado. “Como sempre dissemos, a França está disposta a receber Asia Bibi e sua família na França, se assim o desejar”, refere a presidência francesa.

Na referida nota, acrescenta-se ainda que “desde a sua condenação em 2010 por blasfémia, a França mobilizou-se” na defesa da cristã paquistanesa.

Asia Bibi encontra-se em França – recebeu ontem, terça-feira, o título de cidadã-honorária de Paris das mãos de Anne Hidalgo, a presidente da edilidade – para a divulgação de um livro-depoimento “Finalmente livre”, escrito conjuntamente com a jornalista francesa Anne-Isabelle Tollet sobre a sua dramática história.

Nas breves declarações que fez entretanto à Comunicação Social, Asia Bibi refere-se a França como “o país onde recebi uma nova vida” e a Anne-Isabelle como tendo sido “um anjo para mim”.

A Fundação AIS esteve profundamente empenhada desde a primeira hora na luta pela libertação desta mãe paquistanesa condenada à morte por blasfémia por ter bebido um copo de água de um poço.

Há um ano, no final de Janeiro de 2019, horas depois de ser conhecida a notícia de que Asia Bibi tinha sido ilibada de todas as acusações pelo Supremo Tribunal de Justiça, e era finalmente uma mulher livre, o secretário-geral internacional da Fundação AIS manifestava, em nome da instituição, o seu regozijo e destacava a importância que aquela decisão judicial poderá vir a ter no futuro do Paquistão.

“A decisão judicial é um triunfo dos direitos humanos sobre a intolerância religiosa, uma vitória sobre o ódio dos fanáticos e, acima de tudo, uma felicidade pessoal e uma grande alegria para a Asia Bibi e os seus familiares”, escreveu Philipp Ozores.

O secretário-geral internacional da AIS lembrou, no entanto, que o caso desta mulher cristã, mãe de cinco filhos, exige que se lute igualmente pelos outros cristãos paquistaneses também acusados de blasfémia.

“Após mais de oito anos de incerteza, uma esperança há muito acalentada hoje tornou-se realidade. Uma esperança que também inspira os restantes 187 cristãos paquistaneses acusados de blasfémia como Asia Bibi e que se encontram na prisão ou aguardam a sua execução. A Fundação AIS irá continuar a rezar e a trabalhar com outras organizações e parceiros de projecto no Paquistão. Espera-se – acrescentou então o secretário-geral – que a decisão do tribunal seja finalmente repensada pelo Governo e as leis da blasfémia sejam atenuadas, ou melhor, abolidas”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: França

 






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