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28-2-2020

MALI: “Os lugares onde cristãos e muçulmanos coexistem” vão ser “os próximos alvos” de grupos jihadistas, diz professor universitário


A região do Sahel, em África, uma faixa de território com cerca de 5.400 quilómetros de extensão, e que atravessa, com maior ou menor profundidade, diversos países do continente africano, entre o Senegal e a Eritreia, está a registar uma expansão assustadora de grupos terroristas que representarão uma ameaça cada vez maior para as comunidades cristãs.

Oliver Hanne, um especialista em assuntos do Islão e professor na Universidade de AIx-Marselha, fala num cenário altamente preocupante com a expansão da actuação destes grupos que já são responsáveis por múltiplos ataques a comunidades cristãs, nomeadamente o Estado Islâmico do Grande Saara, a Al Qaeda do Magrebe Islâmico ou o Daesh.

Segundo este especialista, em declarações à Fundação AIS, é possível que nos próximos cinco anos continue a crescer a influência e o território ocupado por estes grupos jihadistas. Na sua opinião, será provável que “os lugares onde cristãos e muçulmanos vivem juntos” venham a ser “os próximos objetivos” dos terroristas. “Por exemplo – acrescenta Oliver Hanne – no Burkina Faso e na Nigéria, o equilíbrio que existia já está ameaçado” e nos próximos cinco anos, “os estados africanos continuarão a precisar do apoio do Ocidente se pretenderam evitar uma catástrofe”.

A morte de 24 pessoas num ataque junto a uma igreja em Pansy, no domingo, dia 17 de Fevereiro, é apenas um exemplo do clima de terror em que se encontram as comunidades cristãs nesta vasta região do continente africano que abrange, entre outros, países como a Mauritânia, Senegal, Mali, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Chade, Sudão, Sudão do Sul, Etiópia e a Eritreia. O Mali, de onde foi sequestrada há três anos a Irmã colombiana Gloria Cecília Argoti, é considerado nevrálgico para a segurança desta região e onde se situa uma força de manutenção de paz da ONU que inclui militares portugueses.

Ainda em Janeiro, João Gomes Cravinho, ministro da Defesa de Portugal esteve em Bamako, a capital do Mali, onde anunciou que o nosso país vai enviar mais 75 militares e um avião C-295 como reforço da estrutura dos capacetes azuis das Nações Unidas.

No Burkina Faso, Mali e Níger, por exemplo, três dos países mais atingidos pela violência no Sahel, o número de vítimas fatais subiu cinco vezes desde 2016, passando de 770 nesse ano para mais de 4 mil em 2019, segundo dados da ONU.

A situação das crianças é uma das consequências mais graves e mais preocupantes da violência terrorista nesta região. A directora regional da Unicef para a África Ocidental e Central, Marie-Pierre Poirier, afirmou, em Janeiro, que a escala da violência nesta região é impressionante e deu como exemplo as crianças “estão a ser mortas, mutiladas e abusadas ​​sexualmente”.

Segundo dados da ONU, desde o início de 2019, mais de 670 mil crianças em toda esta região foram forçadas a deixar as suas casas por causa de conflitos armados e de insegurança. Marie-Pierre Poirier disse que estas crianças “precisam urgentemente de protecção e  de apoio”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Mali

 






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