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3-3-2020

ERITREIA: Nações Unidas acusam autoridades de prisão de cristãos e de encerramento de escolas administradas pela Igreja


É um relatório particularmente duro para com as autoridades da Eritreia. Segundo Daniela Kravetz, relatora especial das Nações Unidas, continuam os atropelos aos direitos humanos neste país africano e sinal disso é a forma como a comunidade cristã está a ser tratada. Diz esta responsável, em sessão do Conselho de Direitos Humanos sobre a Eritreia, a 26 de Fevereiro, que continuam “as prisões de cristãos” que pertencem a comunidades não reconhecidas pelo governo.

Daniela Kravets fez um paralelismo com os dados que apresentou no relatório anterior, em Julho de 2019, para sustentar a sua afirmação de que não viu “nenhuma evidência concreta de progresso” nas várias áreas da actuação do governo, nomeadamente na promoção das liberdades civis, dos direitos das mulheres e igualdade de género.

Face ao que observou, Kravets concluiu que “não houve uma melhoria real na situação dos direitos humanos” e a prova “é que os eritreus continuam a fugir do país em grande número”.

Nesta apresentação perante o Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra, Daniela Kravets enfatizou a perseguição aos cristãos e a falta de liberdade religiosa no país.  

“O ano passado foi particularmente duro para as denominações cristãs não reconhecidas”, afirmou, recordando as prisões de quase três centenas de fiéis em várias ocasiões, especialmente entre Maio e Agosto, em Asmara e Keren. Em alguns desses episódios, acrescentou, “mulheres e crianças estavam a rezar” e muitos “permanecem presos”.

Um sinal concreto que as autoridades podem dar no sentido do progresso dos direitos humanos na Eritreia, advoga esta responsável das Nações Unidas, “é libertar os detidos” e permitir que “as pessoas pratiquem a sua fé livremente”.

Na apresentação do seu relatório, Daniela Kravets referiu-se também às restrições impostas às actividades da Igreja na Eritreia.

Em setembro, “as autoridades fecharam e confiscaram três escolas secundárias administradas pela Igreja Católica e cinco escolas administradas por congregações protestantes e muçulmanas”, tendo acrescentado que já em relatório anterior tinha anunciado que as autoridades da Eritreia haviam apreendido “todos os estabelecimentos de saúde administrados pela Igreja Católica” no país.

A par desta repressão, a relatora da ONU referiu-se também ao fim da presença de organizações não-governamentais, como a Finn Church Aid, que desenvolvia um programa de apoio ao ensino e que deixou de poder desenvolver as suas actividades na Eritreia.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Eritreia

 






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