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6-3-2020

SÍRIA: “Situação está terrível”, na região cristã do Qalamoun, denuncia novamente religiosa portuguesa


Em mais uma mensagem enviada para Lisboa, para a Fundação AIS, a Irmã Maria Lúcia Ferreira, que vive no Mosteiro de São Tiago Mutilado, em Qara, lança um novo alerta para as condições dramáticas em que se encontram as populações que vivem na zona montanhosa do Qalamoun, uma região tradicionalmente cristã situada perto da fronteira com o Líbano.

Segundo esta religiosa, conhecida como Irmã Myri, “depois da crise no Líbano e de novas sanções que foram impostas ao país, realmente a situação económica está terrível. As pessoas queixam-se de quase não conseguirem comprar [algo] para comer.”

As condições climatéricas têm agravado este cenário já de si difícil. “Até foi um Inverno um bocadinho ameno até Janeiro, [altura] em que houve várias tempestades de neve aqui no Qalamoun, uma das zonas mais frias da Síria”, afirma esta irmã que pertence à Congregação das Monjas de Unidade de Antioquia.

Numa mensagem de voz enviada para a Fundação AIS, a Irmã Maria Lúcia Ferreira explica que, nestes dias, a electricidade tem sido rara. Aqui, no Qalamoun, ainda tem duas horas de electricidade para quatro horas sem luz, mas é uma região [mesmo assim] privilegiada, pois em Homs é muito pior. Depende das regiões do país.”

Consequência directa da falta de electricidade, da crise económica e do agravamento das condições climatéricas, as famílias mais pobres estão a atravessar dias muito difíceis.

A religiosa portuguesa dá um exemplo dramático desta realidade: uma família que já se viu obrigada a queimar roupa antiga, que já não usa, para aquecer a própria casa. “Nós temos aqui uma senhora que conhecemos bem pois tem uma menina que é deficiente, e então ela dizia que [não tinha] nem electricidade nem gás – o gás é raro, bastante raro no país –,nem mazouk [combustível] para aquecer as caldeiras. Então [disse ela], ‘para que a Maria, a minha menina se aqueça, temos estado a queimar roupa que já não utilizamos.’”

Na mensagem enviada para Lisboa, a irmã portuguesa faz referência ainda a outras situações, a pessoas que estão a sobreviver “a pão e água”, e pede a solidariedade e as orações de todos pelo povo sírio. “Gostava de pedir que nos acompanhassem com a vossa oração por este povo que está realmente na provação.”

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   

 

OBSERVATÓRIO: Síria

 






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01-03-2020

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