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13-3-2020

PAQUISTÃO: Shahbaz Bhatti recordado nove anos depois do seu assassinato, pela sua luta contra a Lei da Blasfémia


O Paquistão assinalou com diversas iniciativas o nono aniversário do assassinato do cristão Shahbaz Bhatti, ocorrido no dia 2 de Março de 2011, pela sua luta contra a Lei da Blasfémia e a ousadia de ter defendido publicamente a inocência de Asia Bibi.

Shahbaz Bhatti, o único ministro católico do governo paquistanês de então, foi morto por ter defendido a inocência desta cristã acusada de blasfémia por ter bebido um copo de água de um poço e condenada, em 2010, à pena de morte. Este processo só terminaria no final do ano passado com a sua absolvição pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Nesse dia 2 de Março, há nove anos, após ter saído de sua casa, Shahbaz Batti foi brutalmente assassinado a tiro por um grupo de terroristas que se identificaram mais tarde como pertencentes à Al-Qaeda do Punjab.

Desde então, a comunidade cristã tem procurado honrar a sua memória lembrando o trabalho de uma vida na defesa dos mais fracos e perseguidos da sociedade paquistanesa.

A aldeia de Kushpur, onde Shahbaz nasceu, foi o palco principal das comemorações deste ano, reunindo cerca de 2 mil pessoas, na passada quarta-feira, dia 4, na antiga casa de Bhatti que agora acolhe um museu e onde está programada a edificação de um memorial em sua homenagem.

O Padre Emmanuel Parvez, conterrâneo de Shahbaz Bhatti, recordou-o como “um homem de profunda fé e um líder destemido”, na defesa dos oprimidos, dos pobres e dos que não tinham voz na sociedade paquistanesa.

A luta contra a Lei da Blasfémia, usada vezes sem conta de forma injusta no Paquistão normalmente para acusar pessoas pertencentes às minorias religiosas do país, como é o caso dos cristãos, é agora um dos objectivos principais da “Missão Shahbaz”, uma Organização Não-Governamental lançada pelo médico Paul Bhatti como homenagem ao seu irmão.

Paul Bhatti já esteve em Portugal em 2015, a convite da Fundação AIS tendo assumido a urgência da luta contra a Lei da Blasfémia lembrando o envolvimento do seu irmão na defesa de Asia Bibi. Paul Bhatti reconhece que o seu irmão “era uma grande ameaça” para os grupos mais radicais da sociedade paquistanesa. “Para além do seu apoio à Asia Bibi, há muitos anos que recebia ameaças. Durante vinte e oito anos da sua vida ele combateu para proteger as minorias religiosas que são perseguidas no Paquistão”, disse ainda à Fundação AIS.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Paquistão

 






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