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17-3-2020

QUÉNIA: Comunidades cristãs no nordeste do país ameaçadas por grupos terroristas


As comunidades cristãs no nordeste do Quénia vivem amedrontadas especialmente desde que o grupo terrorista Al-Shaabab divulgou no final de Fevereiro uma ameaça, através da internet, para que os estrangeiros abandonassem a região.

Nessa mensagem áudio, de cerca de 20 minutos, era pedido a todos os não-locais e aos cristãos que residem e trabalham em Garissa, Wajir e Mandera, para abandonarem a região, invocando o elevado nível de desemprego que afecta as populações da região. “Professores muçulmanos, médicos, engenheiros e jovens formados estão desempregados”, era referido na mensagem, acrescentando-se em tom de ameaça: “Não é melhor dar-lhes uma oportunidade? Não há necessidade da presença de não-crentes”.

Poucos dias antes da divulgação da mensagem, houve um ataque a um autocarro em Mandera, que resultou na morte de dois trabalhadores identificados como sendo cristãos, o que veio aumentar o temor de uma onda de violência contra esta comunidade religiosa na região. Entretanto, já na semana passada, houve uma emboscada a outro autocarro por militantes terroristas do Al-Shabaab. O ataque, na passada quarta-feira, 11 de Março, na província de Mandera, junto à fronteira com a Somália, é revelador deste clima de intimidação e de perseguição aos cristãos e às populações não-locais.

O motorista do autocarro explicou que transportava 59 passageiros e que tinha saído de Nairobi na noite de terça-feira. Já quase no final da viagem, ocorreu o ataque quando foi forçado a parar a marcha do veículo pois a estrada estava bloqueada. O autocarro foi de imediato rodeado por cerca de trinta homens armados “que usavam uniforme militar”.

Os terroristas, segundo o relato de Anis Abdinoor, ordenaram a todos os passageiros que abandonassem o autocarro identificando os não-muçulmanos e também pessoas que não fossem oriundas da região. Um dos passageiros, cuja identificação se desconhece, foi sequestrado pelos terroristas e mais tarde foram encontrados dois corpos na berma da estrada.

A região de Mandera, onde ocorreu o ataque, está localizada no nordeste do Quénia e tem sido palco de diversos ataques por grupos terroristas, que se supõe pertencerem ao Al-Shabaab. Há um ano, um responsável pelo posto fronteiriço com a Somália, no Condado de Mandera, explicava à Fundação AIS que o grupo jihadista Al-Shabaab quer estabelecer um califado extremista no Quénia.

“Estamos na fronteira com a Somália, que não conhece a paz há quase 27 anos”, disse este responsável. “O Al-Shabaab afectou completamente a estrutura social desta comunidade. As escolas não funcionam normalmente, as estruturas de saúde não funcionam normalmente. O abastecimento de alimentos às comunidades não é normal por causa do medo. E, portanto, a comunidade disse basta… já basta de Al-Shabaab.”

Apesar das constantes ameaças por parte dos grupos terroristas, a população cristã local tem revelado uma coragem invulgar mantendo, por exemplo, as igrejas abertas ao culto. No entanto, as autoridades, dado o nível de ameaça crescente, têm procurado providenciar segurança adicional junto às igrejas.   

Desde há alguns anos que o Quénia, uma antiga colónia britânica, cuja maioria da população é cristã, tem vindo a ser alvo do terror por parte desta milícia fundamentalista islâmica originária da Somália. Só desde 2011, calcula-se que houve já mais de 270 ataques a igrejas, instituições militares e governamentais. Nas regiões em que a Igreja está exposta a ataques por muçulmanos, assume prioridade a conservação das estruturas da Igreja. A Fundação AIS apoia a Igreja local com numerosas medidas de auxílio.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Quénia

 






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