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18-3-2020

EUA: Especialistas defendem “estratégia de emergência” para proteger Cristãos da ameaça terrorista em África


É urgente uma resposta aos contínuos ataques de grupos extremistas contra comunidades cristãs em África, afirmam cerca de duas dezenas de especialistas em religião que debateram a ameaça terrorista num encontro na Florida, Estados Unidos, entre os dias 5 e 7 de Março.

Nesse encontro, que contou com a participação de dois responsáveis da Fundação AIS, Marcela Szymanski, representante da instituição junto da União Europeia  e Edward Clancy, o responsável pela comunicação internacional, foi debatida a criação de uma rede internacional para “proteger os Cristãos e o pluralismo religioso “em África, especialmente na região a sul do Sahara.

Esta urgência decorre da constatação do aumento significativo de decapitações, sequestros e outros ataques violentos por parte de grupos extremistas contra comunidades cristãs.

O encontro, que decorreu na escola Ave Maria, em Naples, Florida, os especialistas em assuntos de religião concordaram ainda que é necessário pressionar governos de países ocidentais para redefinirem as suas políticas também no que diz respeito á ajuda humanitária para o continente africano.

Um dos participantes no encontro, o Padre Joseph Fidelis, da diocese de Maiduguri, considerada o epicentro da perseguição aos cristãos na Nigéria, testemunhou as atrocidades que se têm vindo a cometer na região, não tendo dúvida em classificar os ataques aos cristãos como sendo “terrorismo”.

Nas suas palavras, “toda a população” local é pobre, “sofre às mãos de grupos militantes”, e há um alvo claro nestes ataques: Os terroristas não atacam as aldeias não-cristãs, “enquanto as aldeias cristãs são arrasadas e os seus moradores abatidos”. Exemplo das atrocidades cometidas, o Padre Fidelis deu o exemplo de uma noiva católica e de outras seis mulheres que iriam participar na cerimónia do seu casamento e que foram sequestradas e decapitadas em Dezembro em Maiduguri.

São inúmeros os casos de violência extremistas contra as comunidades cristãs nesta região de África, tal como a Fundação AIS repetidamente tem denunciado. Mas outras organizações também têm alertado a comunidade internacional para a situação terrível em que se encontram certas regiões neste país africano. Por exemplo, segundo a organização inglesa ‘Humanitarian Aid Relief Trust’, que justificou em 10 de Janeiro o voto por unanimidade dos deputados portugueses de condenação à violência contra os cristãos na Nigéria, só no ano passado “foram assassinados mais de mil cristãos pelo Boko Haram e radicais Fulani”. Ainda segundo esses dados, “em 2018 foram mortos pelo menos 2.400 cristãos e é estimado que, desde 2015, tenham sido assassinados mais de 6 mil cristãos e cerca de 12 mil tenham sido deslocados das suas aldeias e do seu país”.

Toda esta violência, que ultrapassa largamente as fronteiras da Nigéria tem ligações estreitas com os grupos terroristas que actuam também na Síria e Iraque, como é o caso do Daesh ou da Al-Qaeda. Níger, Burkina Faso, Quénia e Moçambique foram países referidos no encontro na Florida, como sendo palco do extremismo militante contra as comunidades cristãs.

Para Nina Shea, do Instituto Hudson, com sede em Washington, estes dois grupos terroristas “que levaram as comunidades cristãs do Iraque quase à extinção”, estão agora “a unir esforços”. Segundo esta responsável, estes grupos terroristas têm os cristãos que vivem a sul do Sahara como alvo “e devemos agir antes que seja tarde demais”, recomendando que as autoridades norte-americanas, nomeadamente o Congresso e o Departamento de Estado, estejam mais atentos a esta ameaça de genocídio.

Nino Shea recomendou também ao Pentágono para “não retirar tropas americanas de África neste momento”, dando o exemplo da Nigéria que não toma “medidas significativas” para proteger “os cristãos e outras comunidades vulneráveis do crescente extremismo islâmico”.

Os representantes da Fundação AIS, Marcela Szymanski e Edward Clancy, manifestaram a urgência de uma estratégia global no apoio a estas comunidades religiosas vítimas de violência extremista. “Depois de centenas de assassinatos impunes durante o ano de 2019 no Burkina Faso, Nigéria, Quénia e Moçambique”, disseram Szymanski e Clancy, “os grupos terroristas sentem-se suficientemente confiantes” para ameaçaram “arrasar aldeias” caso os seus jovens, tanto rapazes como raparigas, se recusem a entregar-se como escravos.

O encontro contou ainda com a participação do antigo congressista Frank Wolf, entre outros especialistas oriundos de países tão diversos como os Estados Unidos, Polónia, Bélgica, Alemanha, Eslováquia, Hungria, Reino Unido e Nigéria.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt    

 






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01-03-2020

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