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26-3-2020

TERRA SANTA: “Que Deus nos ajude”, diz cristão da Terra Santa receando isolamento da região por causa do Covid19


Nicolas Ghobar, um cristão da Terra Santa, revela o sentimento de receio de toda a comunidade local perante as medidas tomadas pelas autoridades para a contenção do Covid19. O fecho das fronteiras impede o turismo que é uma das principais  fontes de rendimento da comunidade cristã.

Em mensagem enviada para a Fundação AIS em Portugal, este artesão bem conhecido dos lisboetas – praticamente todos os anos no Natal tem peças de artesanato com motivos religiosos à venda em Igrejas no Chiado – revela que já há consequências práticas deste isolamento até ao nível dos bens de primeira necessidade.

“Esta é já a terceira semana que estamos em quarentena e como as fronteiras estão fechadas assim como a maior parte das ruas, já começamos a ter problemas com a falta de alimentos”, explica Ghobar que se apresenta como “cristão católico da cidade de Belém, Terra Santa, onde nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Na mensagem enviada para Lisboa, para “informar sobre a situação na região”, Nicolas explica que agora, em consequência do Covid19, o futuro é incerto. “Não sabemos quando vai voltar o turismo”, diz, salientando que as perspectivas são pouco animadoras. “Achamos que este ano já terminou, já não vai haver turismo. E tudo irá depender da situação dos outros países”.

A dependência do turismo revela-se dramática. Segundo Nicolas, “mais de 50 mil pessoas” dependem desta actividade económica. Sem turistas, sem receitas, o futuro imediato surge muito ensombrado. Resta a esperança enraizada na fé.

“Pedimos a Deus que nos ajude, que ajude todo o mundo, que esse vírus desapareça e se encontre solução e que regressemos à normalidade. Isto é uma coisa triste”, diz Nicolas Ghobar, que agradece as orações dos cristãos portugueses e de todo o mundo. “Que eu saiba, esta foi a terceira vez que a Igreja da Natividade fechou [portas]. Foi no tempo dos Otomanos, no ano de 2002, quando foram os conflitos [com Israel], e agora por causa do vírus. Temos que ter fé.”

As dificuldades referidas por Nicolas não são de agora. O ano passado, D. Pierbattista Pizzaballa, Arcebispo e Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, dizia em entrevista à Fundação AIS que, “para os cristãos, as condições de vida são mais difíceis”, em comparação com os israelitas, palestinianos, e dava como exemplo a enorme “dificuldade em arranjar trabalho ou arrendar casas”.

A situação dos Cristãos na Terra Santa é de facto problemática. Sinal disso, no início deste mês, o Cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, convidou os católicos em todo o mundo à solidariedade para com esta comunidade, alertando para a “tragédia da contínua e progressiva redução do número de fiéis locais, com o consequente risco de ver desaparecer as diversas tradições que remontam aos primeiros séculos”. Por isso, a Santa Sé convidou até a “adoptar” um cristão do Médio Oriente, “rezando por ele durante todo o ano de 2020”.

A Fundação AIS tem procurado auxiliar os cristãos da Terra Santa, nomeadamente apoiando as famílias que se dedicam à produção de peças de artesanato, outra das actividades essenciais para a economia desta comunidade. Mas não só. D. Pierbattista Pizzaballa, na entrevista à Fundação AIS, em Agosto do ano passado, fez questão de destacar outros projectos promovidos pela Ajuda à Igreja que Sofre e que comprovam essa solidariedade activa.

“Gostaria de agradecer à Fundação AIS por estar a fazer tantas coisas pela Terra Santa. Apoia muitos projectos, inclusive os cursos organizados no Rossing Center. Daniel Rossing era judeu e estava convencido de que Jerusalém em particular devia ser o lugar onde todas as religiões se sentissem em sua própria casa. Muitos dos jovens que participam nestes seminários aplicam o que aprendem na sua própria vida profissional. Deste modo – explicou o Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém –, a religião, que na Terra Santa costuma ser motivo de divisão, converte-se num elemento de união”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 






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