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27-3-2020

PAQUISTÃO: Caso de Huma Younus, a jovem cristã sequestrada e forçada à conversão ao Islão sofre novo revés


É mais um significativo revés para o caso de Huma Younus, a jovem cristã de 14 anos sequestrada, violada e forçada a converter-se ao Islão. Na passada semana, o Tribunal de Sindh, na província de Karachi, aceitou os termos de um relatório médico determinando que a jovem terá 17 anos de idade. Na audiência, no passado dia 19 de Março, e uma vez mais sem a presença de Huma, o tribunal deu como suficientes as provas do exame ósseo realizado à jovem, ignorando assim toda a documentação oficial apresentada pelos pais e que atesta a data de nascimento no dia 22 de Maio de 2005.

Ao não considerar documentos como a certidão de nascimento ou de baptismo, o tribunal está, na opinião de Nagheeno Younus, a mãe de Huma, “à espera que ela faça os 18 anos para encerrar o caso”.

De facto, daqui a cerca de dois meses, a jovem terá, com base no estudo ósseo apresentado a tribunal, 18 anos e com isso atingirá a maioridade. Sinal da irregularidade de todo este processo, os juízes não tomaram nenhuma decisão perante o facto de, mesmo assim, mesmo se tivesse 17 anos e não 14 como realmente tem, se estar perante uma rapariga menor de idade. Não foi, porém, emitido nenhum mandado de prisão contra o sequestrador, que está identificado junto das autoridades, nem os juízes obrigaram a jovem a regressar a casa dos seus pais. O caso é revoltante tanto mais que se sabe que as jovens raparigas sequestradas e forçadas à conversão ao Islão são frequentemente violentadas pelos seus raptores.

O tribunal marcou uma nova audiência para o próximo dia 16 de Abril. O rapto e casamento forçado de Huma Younus está a provocar um sentimento de intranquilidade na comunidade cristã. É mais um caso que revela como os cristãos são vistos como insignificantes perante a própria justiça. Ainda em Fevereiro, Joel Amir Sahotra, um ex-deputado na Assembleia do Punjab, dizia à Fundação AIS em Lisboa que, “após a decisão do Tribunal no caso de Huma Younus, sentimo-nos ainda mais inseguros do que antes”, sublinhando que se têm vindo a agravar os casos relacionados com as conversões forçadas.

Para este dirigente da comunidade cristã paquistanesa, “a situação está a piorar de dia para dia” e afecta tanto cristãos como hindus. Tal como aconteceu no caso de Asia Bibi, uma mulher cristã condenada à morte por blasfémia por ter bebido um copo de água de um poço, também para Huma Younus a única saída neste processo poderá estar nas mãos dos juízes do Supremo Tribunal de Justiça. “Obviamente temos de recorrer ao Supremo Tribunal e espero que aí consigamos alguma justiça, tal como conseguimos no caso de Asia Bibi”, afirmou ainda o ex-deputado na Assembleia regional do Punjab à Fundação AIS.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Paquistão

 






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01-03-2020

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