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Católicos Baptizados
1.886.000
Circunscrições Eclesiásticas
13
Superfície
238.391
População
21.462.186
Refugiados
1.005
Desalojados
Roménia

O Artigo 29 da Constituição romena de 1991 prevê expressamente e com grande detalhe o direito à liberdade religiosa completa, dando total autonomia às organizações religiosas nas suas relações com o Estado e no seu direito de se gerirem a si próprias de acordo com as suas normas e estatutos, desde que não entrem em conflito com as leis do país. (1)

Normalmente, o Governo é bastante descontraído a este respeito e no período em análise não foram registados quaisquer incidentes significativos relativos a ameaças à liberdade religiosa.

Em geral, os grupos religiosos estão concentrados em partes específicas do país. A maior parte dos muçulmanos encontra-se no sudeste da Roménia, os greco-católicos encontram-se geralmente na Transilvânia e Bucareste, e nas regiões de Banat e Crisana. A maior parte dos católicos vive na Transilvânia e em torno de Bacau. Cerca de metade dos judeus vive em Bucareste, enquanto os restantes estão espalhados por todo o país.

As relações entre as religiões são geralmente amigáveis, mesmo que haja casos de críticas por parte da Igreja Ortodoxa romena a outras confissões religiosas cristãs, sobretudo os protestantes, que são acusados de proselitismo agressivo. (2)

As relações entre a Igreja Greco-Católica e o Arcebispado Ortodoxo de Timisoara são cordiais e de cooperação e resultaram na devolução de quase todos os bens greco-católicos confiscados à diocese.

Persistem as dificuldades em aceder ao registo legal para alguns grupos religiosos minoritários. Existe igualmente um tratamento governamental diferenciado para os grupos não registados, por comparação com os que já estão registados.

Continua por resolver a questão que envolve os bens religiosos confiscados pelo regime comunista que oprimiu a Roménia durante tantos anos. A questão é frequentemente complicada pelo facto de escolas, hospitais e instituições culturais, que precisam de ser transferidas, terem sido construídas nessas propriedades. Por exemplo, não foi possível devolver o palácio do bispado católico de Oradea, que alojou o importante museu de Tarii Crisurilor, apenas parcialmente transferido. Ocasionalmente, as autoridades recusaram-se a devolver edifícios ou propriedades que albergam actividades financeiras ou económicas.

Em Pesceana, a comunidade greco-católica, que se estabeleceu aqui em 2005, continua a ser discriminada e assediada. Os seus membros queixam-se de que as autoridades locais e o clero da Igreja Ortodoxa continuam a negar-lhes acesso ao cemitério público, apesar de haver uma decisão do Tribunal da Relação de Fevereiro de 2009 que permite que os sacerdotes greco-católicos celebrem cerimónias funerárias pelos seus membros no cemitério.

Os bispos que representam as catorze Igrejas Católicas do Rito Oriental na Europa reuniram-se em Oradea, a noroeste da Roménia na fronteira com a Hungria, de 3 a 6 de Novembro de 2011. (3)


(1)  http://www.cdep.ro/pls/dic/site.page?den=act2_2&par1=2#t2c2s0a29
(2)  Departamento de Estado Norte-Americano – International Religious Freedom Report for 2011
(3)  ZENIT.org, 3 de Novembro de 2011



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