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Mensagem

04
Abr
04 - Abr

Abençoada Semana Santa

Abençoada Semana Santa
Caros amigos,

Domingo de Ramos, a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, marca o início da Semana Santa, durante a qual celebramos as principais solenidades da nossa fé. Enquanto se dirigiam para Jerusalém, Jesus falava frequentemente com os Seus apóstolos sobre o sofrimento e a cruz que O aguardavam. Queria prepará-los para o que estava para vir. Os apóstolos, no entanto, tinham medo e não conseguiam entender que o mundo seria redimido através da Paixão e da cruz.

Este ano, nas semanas que antecedem a Páscoa, também nós nos deparamos com o sofrimento de uma forma muito tangível e extraordinária. A pandemia global, causada por um vírus microscópico, já ceifou a vida de milhares de pessoas. As actualizações diárias sobre a propagação do vírus e as medidas de protecção em constante mudança tornaram-nos a nós todos, de forma muito pessoal e palpável, parte do esmagador Mistério da cruz.

Os nossos pensamentos e sentimentos são guiados pela incerteza, o medo e as preocupações com o futuro. Jesus também sentiu medo e sofreu agonia mortal. Mas o Seu amor pelo Pai, a quem chamava Abba, Papá, na oração, e o amor por toda a humanidade era mais forte do que o medo e a morte. Com este amor, Ele deu-nos acesso à "fonte" divina da qual podemos obter discernimento e confiança. Deus é o nosso refúgio em todas as situações, d’Ele vem o poder do amor que tudo suporta e expulsa o medo.

Para podermos tirar partido desta fonte, nós, como os apóstolos, precisamos da oração. Jesus adverte-nos para ficarmos acordados e rezarmos para que possamos passar a prova. A ajuda e a salvação vêm até nós através da oração. Mesmo que esta salvação, por mais paradoxal que possa parecer, primeiro exija a cruz. A cruz é o maior sinal que Jesus nos deu, é o símbolo central da nossa fé. Afinal, Cristo crucificado foi vitorioso sobre o mal através da Sua morte na cruz. Com o poder divino, Ele transformou a morte em Ressurreição. Esta é a Boa Nova da cruz. Desde a Ressurreição, há um poder divino e transformador inerente ao nosso sofrimento, quando o unimos à cruz de Cristo. Para Jesus, a cruz foi a "Sua Hora" e foi para a Sua hora que Ele tinha nascido neste mundo. Também nós precisamos de ver este tempo, hoje, como a nossa "hora" para manifestar o nosso amor a Deus, cujo amor por nós não tem limites.

A cruz não está apenas representada no logótipo da Ajuda à Igreja que Sofre. Ela é a verdadeira missão e o ADN da nossa instituição, a qual está comprometida em ajudar os Cristãos que sofrem e são perseguidos. Agora que nós próprios sentimos a cruz de forma tão intensa, devemos olhar para a cruz de Cristo e agarrar a nossa cruz mais firmemente nas nossas mãos. Quanto mais difícil for suportar a cruz, mais caridade precisamos ter. E, assim, mesmo que a actual crise exija muitos pequenos sacrifícios de nós e traga também consigo um grande sofrimento para alguns, não devemos olhar apenas para as nossas próprias feridas mas para a cruz de Cristo, e partilhar a nossa cruz com os milhões de pessoas que sempre viveram e continuam a viver em situações de emergência e crise. Rezemos pela salvação do mundo com renovado fervor e coração puro, pratiquemos a caridade e levemos a nossa cruz com fé. Esta é a única maneira de o mal ser aniquilado e o "príncipe deste mundo" ser expulso. Seremos vitoriosos no sinal da cruz.

Refugiemo-nos também em Nossa Senhora, a Mãe que nos foi dada por Jesus a partir da cruz, rezando fielmente a sua "coroa" (corona), o terço, todos os dias. Ela disse estas palavras únicas e reconfortantes a São Juan Diego, em Guadalupe, há 500 anos, em 1531: "Ouve e entende bem, meu filho mais pequeno, que aquilo que te assusta e aflige não é nada; não se perturbe o teu coração, não temas essa doença nem qualquer outra doença ou angústia. Não estou eu aqui, que sou tua Mãe? Acaso não estás sob a minha protecção e amparo? Não sou eu a tua saúde?

Não estás por ventura no meu regaço e entre os meus braços? De que mais precisas?” Sim, o seu Imaculado Coração, que sofreu ao pé da cruz juntamente com Nosso Senhor, por fim triunfará sobre o mal.

No logótipo da ACN vemos que a cruz é também uma seta, que rompe a parede do ódio, da divisão e do mal. Ajudemos a levar a cruz de Cristo com alegria no coração. Nela repousa Cristo, poder e sabedoria de Deus (1 Cor 1,24). Per crucem ad lucem – pela cruz, para a luz.

Desejo-vos a todos e às vossas famílias uma sagrada e abençoada Semana Santa, e uma Páscoa Feliz.

O vosso,

P. Martin Maria Barta
Assistente Espiritual Internacional

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