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Boletim

Boletim 4

18 abril 2017

 

É o Espírito Santo que tudo anima, que é o mistério da vida interior e do dinamismo missionário da nossa Igreja. Sabemos que o Espírito Santo continua a renovar “a face da terra”. E mesmo que o espírito do mundo pareça destruir e vencer tudo, estamos a caminho da plenitude do Reino de Deus. O Pentecostes é o ponto culminante da obra da Salvação. Não é por acaso que, na liturgia, a festa pascal desagua no Pentecostes.  

Maravilhados, apercebemos-nos de que tudo o que Cristo fez por nós não se esfuma no passado. A Igreja não é nenhum museu, Jesus não é apenas uma figura histórica. Jesus é sempre actual e está sempre presente, agora e aqui, pela força do Espírito Santo. É o Espírito do Ressuscitado, o Espírito que tudo anima: a Palavra, os sacramentos, toda a instituição eclesial. A história da Igreja está cheia de surpresas – são as acções do Espírito Santo! Quantas obras, outrora vivas, se esfumaram e desapareceram para sempre, enquanto que a Igreja continua a pulsar e a levar a vida.

Nalguns lugares, a Igreja poderá parecer cansada; poder-lhe-á faltar entusiasmo apostólico; poderão cair no esquecimento a primazia da adoração, o sentido do sagrado, da fidelidade à doutrina sã e à ordem moral prudente; até pode chegar ao ponto de estas falhas serem consideradas falhas pastorais. E afinal são exactamente o contrário.

Tudo isto são frutos da “mundanização”. Mas, ao mesmo tempo, o Espírito Santo surpreende com flores perfumadas de santidade. Rejuvenesce, refresca, tira as rugas à face da Igreja, no oculto. Assim, no meio da miséria espiritual, vemos jovens que constituem belas famílias ou que se tornam padres e religiosos maravilhosos. Eles reconstituem o corpo da Igreja. Surgem também novas comunidades religiosas que querem ser fiéis, enquanto outras apodrecem interiormente porque também nelas se verifica aquela “mundanização”, contra a qual o Papa Francisco tantas vezes nos adverte.  

A nossa Fundação AIS tem que saber compreender e distinguir o que é obra do Espírito e o que é obra do mundo. Lembremos-nos: o Pentecostes é uma festa missionária! O medo mantinha os apóstolos cativos no cenáculo. Mas o Espírito abre as portas de par em par e lança os apóstolos para as ruas, para as periferias e para os recantos mais distantes da terra para pregar, baptizar e para anunciar a Palavra de Deus com obras de misericórdia.

Queridos amigos, deixemos-nos cativar pelo sopro do Espírito Santo e deixemos-nos renovar “por dentro”, para podermos agir “para fora” pela Igreja que sofre em tantos dos nossos irmãos e irmãs. Que Maria, noiva do Espírito Santo, nos obtenha o mais elevado dom do céu: o próprio Espírito Santo.  

 


Cardeal Mauro Piacenza
Presidente da ACN Internacional

 

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