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LÍBANO: As Lágrimas da Irmã Juliette

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8 novembro 2022
Os Cristãos no Médio Oriente vivem tempos muito duros e desafiantes. A crise económica no Líbano e a guerrana Síria conduziram estes dois países à ruína. As famílias desesperam, não conseguem o pão para o dia-a-dia, não conseguem dar um futuro aos seus filhos.

O Líbano, um país que conheceu a abundância, que abriu as suas portas para acolher milhões de refugiados, nomeadamente da Síria, por causa da guerra, está a atravessar hoje uma das mais profundas crises de toda a sua história, e isso tem vindo a contribuir para o acelerar do esvaziamento da população cristã que, face ao colapso económico e financeiro de empresas, famílias e do próprio Estado, só vê na emigração o único caminho possível.

Tal como no Líbano, na Síria pelo menos 90% da população vive já abaixo do limiar da pobreza. A situação é muito grave, mas arrisca-se a passar despercebida aos olhos do mundo, cuja atenção está toda voltada para a guerra na Ucrânia. Só que o mundo esquece-se que a Síria também está em guerra. E são cada vez mais visíveis os efeitos devastadores das sanções impostas pelos Estados Unidos e União Europeia ao regime de Bashar al-Assad.

Em ambos os países, berços do Cristianismo, falta tudo às famílias cristãs, a começar pelo pão. Especialmente agora, nos meses mais frios do ano, a esmagadora maioria das famílias não tem dinheiro para comprar também o combustível para o aquecimento ou para a electricidade.

Sobreviver é cada vez mais difícil. Os tempos são muito duros, muito exigentes. O futuro da comunidade cristã nestes dois países está nas nossas mãos. Se nada fizermos, estes podem mesmo ser os dias do fim…


As Lágrimas da Irmã Juliette


Em alguns dos bairros mais pobres de Beirute, há uma irmã que conhece os rostos e as histórias de muitos dos seus habitantes. Ela vê Cristo em cada um deles e procura resgatá-los da miséria insuportável em que se encontram. Há quem tenha vendido os móveis de casa para comprar medicamentos, há quem já tenha perdido a vontade de viver e há quem, todos os dias, bata à porta das irmãs, implorando por comida. E a Irmã Juliette chora de impotência e pede-nos ajuda…

Há uma fila de pessoas à porta da casa das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus, na paróquia maronita de São José. São pessoas já de alguma idade, a maioria mulheres, e vêm quase todas dos bairros de Bourj Hammoud e Nabaa, talvez os mais pobres dos subúrbios de Beirute, a capital do Líbano. Algumas destas mulheres, que esperam pacientemente por um pouco de comida, têm ainda no rosto as marcas do tempo em que teriam vivido provavelmente com algum desafogo. Mas tudo isso agora desapareceu. Estão ali, do lado de fora das grades da porta, levando caixas de plástico, implorando por alguma coisa para comer. Todas estas pessoas já perderam praticamente tudo o que tinham. O dinheiro, a esperança, a dignidade. Agora estão ali de mãos vazias, sem outra alternativa que não seja pedir. Tudo nas suas vidas ruiu. São todos mendigos num país que sucumbiu à miséria, onde falta também quase tudo, desde a electricidade, aos combustíveis, passando pelo gás, os medicamentos… tudo. A Irmã Juliette conhece as suas histórias, sabe do que precisam mais e todos os dias procura dar resposta a essas necessidades.


“As pessoas estão à espera lá fora e isso não é digno. Em cada dia, em cada minuto, há pessoas a bater à nossa porta. Precisam de medicamentos, de tudo…”


VERDADEIRO MILAGRE

Todos os dias, estas irmãs tentam distribuir alguma ajuda essencial a todos os mais necessitados. É um verdadeiro milagre o que estas mulheres consagradas conseguem fazer. A Irmã Juliette é a prova de que o amor ultrapassa todos os obstáculos. Ela olha para cada um dos homens e mulheres que lhes batem à porta e vê neles, em todos eles, o rosto de Cristo. Pode ter olhos azuis ou negros, pode ser alto ou baixo, pode ser novo ou velho, homem ou mulher, para ela, é sempre Cristo que ali está, do outro lado da porta, de mãos estendidas, a implorar um pouco de comida. “Preciso de ver Cristo neles”, diz a Irmã, explicando que a ajuda que a sua comunidade dá é muito mais vasta, prolonga-se por todas as ruas, por toda a cidade, enquanto houver alguém em necessidade. “Eles precisam de alguém que lhes faça as compras, por exemplo, aqueles que não têm dinheiro para comprar legumes, os que não conseguem pagar a renda da casa, os que não conseguem pagar a conta da electricidade…”

PAÍS NA MISÉRIA

Todos eles são Cristo, a todos eles ela serve, ela ajuda, ela oferece tudo o que tem. Mas a Irmã Juliette precisa de nós para continuar a ajudar os mais pobres dos pobres do Líbano, especialmente os que vivem nos subúrbios de Beirute. Ela pede a nossa ajuda pois não tem mais ninguém a quem recorrer. O país caiu numa crise profunda e arrastou para a miséria toda a sua população. Os mais pobres ficaram na indigência. A Irmã Juliette conta-nos histórias de pessoas que chegaram ao impossível. “Viram-se forçados a vender o frigorífico, a vender alguns móveis do seu apartamento para poderem comprar medicamentos… Eles já não têm vontade de viver, querem morrer… O meu papel é amar a vida para poder dá-la aos outros…”

MENSAGEM EMOTIVA

É difícil a missão destas irmãs junto dos mais necessitados do Líbano. “Como é que as pessoas vão sobreviver?”, pergunta ela, numa mensagem emotiva enviada à Fundação AIS. “Muitas pessoas já não comem carne, já não comem fruta, já não comem lacticínios… Quantas vezes as mãos me telefonam e dizem: ‘Irmã Juliette, o frigorífico está vazio…’ É verdade.” Os frigoríficos estão vazios em muitas casas nos bairros de Bourj Hammoud e Nabaa, talvez os mais pobres dos subúrbios de Beirute, a capital do Líbano. A Irmã Juliette pede-nos ajuda para poder socorrer todas estas pessoas, todas estas famílias. Ela vê Cristo no rosto dos que lhe batem à porta pedindo comida, pedindo dinheiro para os medicamentos, pedindo ajuda para a conta da luz, ou para a renda da casa. Ela pede ajuda e as lágrimas caem-lhe pelo rosto.
 
> Com 43€/mês podemos alimentar uma família no Líbano.

Podem contar consigo?


 
   





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