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LÍBANO: Alimentar e reconstruir

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2 novembro 2020
O exemplo de amor da irmã Justine: A minha força vem de Deus...
A Irmã Marie Justine já tem os olhos habituados a decifrar o desalento ou a vergonha no rosto dos que lhe batem à porta no dispensário que as Franciscanas Missionárias de Maria fundaram em Beirute em 1968. No bairro de Nabaa já ninguém estranha o movimento, cada vez maior, de pessoas em busca de uma refeição quente. Muitos são idosos e vivem sozinhos.

Ali, além da comida, resgatam também sorrisos, afectos, um pouco de conversa. Todos os dias, forma-se uma fila de pessoas junto à porta do dispensário. É um bairro pobre que se confunde cada vez mais com a própria cidade. Em todo o lado há vestígios da crise. Lojas entaipadas, vidros quebrados, paredes escritas com gritos de protesto.

Em todo o lado há sinais de uma crise que parece ter engolido todo o país. Uma crise que se agravou brutalmente com a explosão no Porto de Beirute no dia 4 de Agosto. Num instante, morreram cerca de 200 pessoas, mais de 6500 ficaram feridas e mais de 300 mil perderam as suas casas. Agora, por ali, já ninguém estranha ver tanta miséria.


DEVOLVER A DIGNIDADE

“Chegámos a uma situação em que os pobres ficaram ainda mais pobres”, diz a Irmã Marie Justine Osta, que pertence à congregação das Irmãs Maronitas da Sagrada família. Ela é a directora do dispensário. Tem 72 anos mas parece cheia de uma vitalidade quase juvenil. Ela é a alma daquele recanto de solidariedade do bairro pobre da cidade de Beirute.

Ali, no dispensário, não servem apenas comida. Dão importância a cada uma das pessoas que lhes batem à porta. São pessoas que ficaram sem dinheiro, pessoas que já não conseguem sobreviver.

“É realmente muito doloroso, para mim, ver pessoas a pedir os bens básicos a que têm direito, como a comida. Eles sentem que perderam a dignidade. Dói-me ver isso.”



Nabil, de 56 anos, nasceu com uma deficiência degenrativa. A sua mãe, que habitualmente cuida dele, está agora no hospital e é a sua vizinha Maral que cuida dele, também com a ajuda da Fundação AIS.


Mais de 300 mil pessoas, das quais cerca de 80 mil são crianças, ficaram desalojadas. Perante esta tragédia, a Fundação AIS decidiu, logo nas horas seguintes à explosão, enviar uma ajuda de emergência, que continua actualmente, para a aquisição de cabazes alimentares para milhares de famílias.
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O DESESPERO DE UMA MÃE

A esperança é sempre a última a morrer. Ali, no dispensário do bairro Nabaa, apoiado pela Fundação AIS, são distribuídas, todos os dias, 1200 refeições. Em 2017, há apenas apenas três anos, eram só 250. As refeições quentes do dispensário são o barómetro exacto da dimensão da tragédia que se vive no Líbano.

Maguy tem quatro filhos. O mais novo tem 7 anos, o mais velho vai fazer 17. Desde há algumas semanas que ela passou a ir todos os dias ao dispensário. "Isto é algo que eu nunca pensei fazer”, diz-nos, ainda com uma sombra de vergonha no rosto, desviando o olhar.

“Mas cheguei ao ponto de não conseguir ver os meus filhos a morrer de fome. Por eles, farei o que for necessário…”

Maguy é apenas um exemplo dos libaneses que perderam tudo. O colapso da economia varreu o país como um ciclone devastador. Famílias da classe média ficaram de mãos vazias no espaço de poucos meses. A pobreza democratizou o país. “As irmãs, aqui, fazem-me sentir muito bem-vinda”, diz Maguy enquanto espera pela sua vez para levar omida para casa para os seus quatro filhos.

O Líbano vive uma das mais profundas crises da sua história, com a economia num caos e a falência do sistema bancário. Há cada vez mais pessoas que têm de procurar nos caixotes do lixo a comida que já não conseguem comprar. No Líbano vivem também milhares de cristãos sírios. São refugiados de guerra. Precisam da nossa ajuda!

> “Deus vos abençoe por tudo o que estão a fazer…”

Os Cristãos do Líbano precisam de nós. Eles contam consigo.

√ 250.000€ para alimentar 5.880 famílias afectadas pela explosão de 4 de Agosto em Beirute

1 REFEIÇÃO QUENTE = 2,5€
1 CABAZ ALIMENTAR = 42€



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Para além de alimentar, agora, é hora também de reconstruir!


√ 200.000€ para apoiar na reconstrução da casa e da igreja do hospital das Irmãs do Rosário, também ele danificado pela explosão

COM 150€ É POSSÍVEL ADQUIRIR 600 TIJOLOS PARA AJUDAR A RECONSTRUIR IGREJAS, CONVENTOS E CASAS



VAMOS AJUDAR?


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