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MÁRTIRES E HERÓIS POR AMOR: A Fraternidade do Pe. Frans van der Lugt

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1 março 2020

UM HOMEM BOM

O Pe. Frans van der Lugt era um homem bom. Isso bastava para o definir. Era bom, procurava ajudar os mais pobres e necessitados e tinha sempre a porta de casa aberta a todos. E todos o estimavam: católicos, ortodoxos, muçulmanos. A sua figura alta, frágil, ligeiramente encurvado, o sorriso com que recebia os que batiam à porta de sua casa, faziam dele um amigo, um homem de paz e de reconciliação.

Foi com  incredulidade e mágoa que se soube da notícia da sua morte. Era ainda manhã quando bateram à porta da sua casa, em Homs. Arrastado para  fora da residência, o Pe. Frans foi brutalmente espancado e  depois assassinado com dois tiros. No ano de 2014 a guerra já tinha transformado a  Síria num lugar infernal. Homs era o espelho da destruição de todo o país. Bairros inteiros jaziam em escombros e não havia sinais de que os  combates iriam abrandar de ferocidade. As cidades, vilas e aldeias esvaziavam-se. As pessoas fugiam para salvar a própria vida. O Pe. Frans  decidiu ficar entre as pessoas com quem tinha partilhado a sua vida nos últimos 50 anos.

Queria continuar a ajudá-las em todas as dificuldades diárias que enfrentavam, sem esquecer a terrível escassez de alimentos e de medicamentos. Com a violência insana da guerra a deixar marcas  profundas visíveis nas ruínas das casas e no sofrimento das pessoas, o Pe. Frans não tinha descanso. O Pe. Frans não descansava na urgência  de acudir os que viviam encurralados em bairros, em ruas, em casas onde tudo faltava… alimentos, remédios, água e luz. Foi com incredulidade que se soube da notícia do assassinato brutal do Pe. Frans.

OFERECEU-SE PELO SEU POVO

O Pe. Frans foi assassinado, mas a causa da  liberdade que sempre defendeu ficou mais forte com o seu exemplo. Homem de paz, defensor dos mais fracos e dos humildes, o Pe. Frans não  resistiu às duas balas disparadas cobardemente contra si, mas a sua memória permanece viva e o seu túmulo transformou-se mesmo em ponto  de encontro, em lugar de oração.

SOCORRER PESSOAS

Mas a morte não teve a última palavra!

O Pe. Frans deixou sementes de amor junto dos jovens. Elias Jallhoum tinha 14 anos quando conheceu o Pe. Frans pela primeira vez quando lhe    pediu para o ir ajudar, a fim de cuidar das famílias refugiadas no Centro Al-Ard que estava cercado por jihadistas. Naquela época, havia bombardeamentos constantes e estavam sempre a ouvir-se explosões.

Elias era responsável pelas 170 crianças ao seu cuidado, algumas das quais tinham problemas mentais, como autismo. O Pe. Frans ensinou os jovens a serem sempre fortes. Sentiam-se todos muito fracos por tudo o que estava a acontecer. Por isso, para ele era muito importante que permanecêssemos fortes para cuidar das famílias e das crianças.Foi isso que ele nos ensinou e funcionou! 

Ele deu-nos força, repetindo-nos sempre a sua mensagem: ”Quando amamos Jesus e encontramos dificuldades, nunca devemos temer nada”. O Pe. Frans decidiu ficar e estar com  as pessoas e as suas famílias. Ele mostrou com a vida o que significa o amor. Agora, após a sua morte, esta é a mensagem que fica para todas as pessoas. 



A AJUDA CONTINUA A SER URGENTE


A Síria ainda está longe de estar recuperada da recente guerra. Na realidade, a  paz ainda não chegou ao norte do país e o embargo internacional à Síria apenas dificulta que a ajuda de emergência  chegue à população.

A Fundação AIS continua a apoiar milhares  de famílias cristãs através de diversos projectos no país, nomeadamente na cidade de Alepo, onde há uma grave escassez e onde a Fundação AIS está a ajudar, através da Ir. Annie Demerjian, cerca de 5.550 famílias com apoio alimentar  e leite essencial para as crianças todos os meses e em Marmarita, no Vale dos Cristãos, através de Elias apoiamos mensalmente cerca  de 2.000 famílias com os cabazes alimentares, medicamentos, alojamento e educação. 


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