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MÁRTIRES E HERÓIS POR AMOR: Akash Bashir, um jovem mártir

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1 fevereiro 2020



A SUA VIDA PELOS OUTROS

É precisamente isto que fazem os mártires… Tudo aconteceu há cinco anos durante a Quaresma, no dia 15 de Março. O jovem Akash, fazia de segurança na Igreja de São João como voluntário. Sabia que o islamista com o colete de  explosivos, à sua frente, queria entrar na igreja e que só a sua vida estava entre  o suicida e os 2.000 fiéis que rezavam na Missa de Domingo.

Segurou-o com força: “Daqui não passas,  nem que eu tenha que morrer!” Foram as suas últimas palavras. O assassino  detonou a bomba. Morreram os dois, mas, com aquele gesto conseguiu  impedir que um banho de sangue viesse a enlutar a comunidade cristã no  Paquistão. Hoje é chamado “o anjo de Youhanabad”. 

Akash Bashir frequentava a escola salesiana. Pertencia a uma minoria. Era um  jovem muito humilde e muito activo na igreja. Cantava no coro, colaborava na  catequese e decidiu oferecer-se como segurança da igreja. Os seus amigos diziam-  lhe: “Nunca conseguirás ser segurança porque és demasiado bom para  as pessoas. Como é que vais fazer se um terrorista aparecer de repente?"

Akash respondeu-lhes:“Eu não tenho medo porque estou a servir a Deus e se tiver de morrer por Deus, então morrerei!”

EM MEMÓRIA DE AKASH 

Akash Bashir ficou na memória dos jovens da Diocese de Lahore, como um exemplo. Muitos inscreveram-se no serviço de segurança da igreja, assim como noutras dioceses. Estão prontos a dar a vida por Jesus, como o jovem Akash.


 

Testemunho de Qandeel, amiga de Akash Bashir

O Akash morreu, mas salvou muitas vidas. Foi um acto de amor. Akash era um jovem católico como eu.
Também  sofreu perseguição, ameaças e discriminação, apenas por seguir Jesus.
 

A morte de Akash, tal como o  martírio de tantos outros católicos no Paquistão,
é a nossa inspiração,  para aguentarmos até o fim.
 

Na Paróquia de São João, mesmo depois  do ataque e da morte de Akash, temos mais de 800 baptismos por  ano.
Não podemos carregar esta cruz sozinhos. Podemos ser uma Igreja pobre  em recursos,
mas somos ricos na fé e no amor. Pergunto-me se seria  capaz de fazer o mesmo que Akash.
Até a conversão ao Islão facilitaria a  nossa vida; mas não o fazemos.

Sempre que penso na sua morte, recordo  o Evangelho de São João:
“Ninguém tem mais amor do que quem dá  a vida pelos seus amigos.”  

Neste ambiente hostil aos Cristãos, as sementes dos mártires estão a germinar. O número de vocações está a crescer cada vez mais. A igreja é jovem. A grande  maioria dos que frequentam a Missa são crianças, adolescentes, jovens adultos. 

A educação dos jovens é um grande desafio.  Há muito poucos pais que possam pagar a escola aos seus filhos. Mas a Diocese  de Faisalabad lançou um programa de formação e educação para todos os jovens.


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