Fundação de Ajuda à Igreja que Sofre - Fundação AIS
Rua Professor Orlando Ribeiro, 5D 1600-076 Lisboa, Portugal
(+351) 217544000 apoio@fundacao-ais.pt Fundação AIS 1995
Lisboa
https://www.fundacao-ais.pt/uploads/seo/big_1585926010_1526_logo-jpg
15 10
505152304

Campanhas

SÍRIA: Apoio às famílias cristãs

Apoiar Campanha
2 novembro 2020

A província de Idlib, no nordeste da Síria, adjacente à Turquia, continua a ser uma região controlada por grupos jihadistas. No resto do país, com excepção de pequenas bolsas de resistência de grupos terroristas, a guerra chegou praticamente ao fim. Mas ali não. Em Idlib, persiste o poder dos homens de negro.


Um poder imposto de armas na mão, baseado no terror, violência, destruição e morte. Um poder que o exército sírio quer derrubar. Por isso, a guerra persiste… Nesta região quase esquecida, vivem ainda cerca de 300 famílias cristãs. Nas aldeias de Knayeh e de Yacoubieh já não se escutam mais os sinos a convocar o povo para a Missa, nem se vêm as cruzes que simbolizam a presença dos Cristãos, nem sequer nos cemitérios, muito menos nas igrejas.

Mas, apesar de toda essa violência, apesar de todo o tormento e aflição por que têm passado estes cristãos, ainda se reza o Pai Nosso nestas terras controladas pelos jihadistas.

São cerca de 300 famílias cristãs. As aldeias de Knayeh e de Yacoubieh, na província de Idlib, perto da Turquia, ainda estão sob o controlo de grupos jihadistas. Por lá, continua a vigorar o temível califado. A ‘sharia’ é a lei, as mulheres têm de usar véu, a propriedades foram confiscadas, os símbolos cristãos, como as cruzes, foram derrubados. Nestas aldeias, dois frades franciscanos continuam a sua missão, apesar de todos os riscos. São sinal de esperança no meio da escuridão.

UMA DÉCADA DE SOFRIMENTO

Em toda esta região, há apenas dois padres. São dois franciscanos. São dois resistentes. Os Frades Luai Bsharat, 40 anos, e Hanna Jallouf, de 67, poderiam ter já abandonado a província de Idlib, mas decidiram ficar. Por ali vivem ainda cerca de 300 famílias cristãs, seguramente mais de mil pessoas.

Estes Cristãos, homens, mulheres e crianças, são símbolo vivo da resistência na fé contra a violência opressiva das milícias jihadistas que impuseram a ‘sharia’ com uma brutalidade sanguinária. “O seu sofrimento começou há uma década.”

O Frade Firas Lutfi, o franciscano responsável pela Síria, Líbano e Jordânia, conta, à Fundação AIS, que estes Cristãos não sabem o que é viver em liberdade desde que a guerra começou a atormentar a Síria, em 2011.

E descreve como a vida se transformou por completo com a chegada dos terroristas islâmicos. “Grupos militantes tomaram o controlo da região e proclamaram-na um Estado Islâmico, confiscando as propriedades dos Cristãos, impondo a ‘sharia’ islâmica a todos os não-muçulmanos, anulando o direito de se movimentarem livremente nas suas próprias aldeias, forçando as mulheres a usar o véu, destruindo quaisquer símbolos cristãos que estivessem à vista…”




Os Cristãos na Síria continuam a sofrer as consequências da guerra

Embora os bombardeamentos tenham cessado em praticamente toda a Síria, a população continua a pagar o preço muito elevado de uma guerra que já dura 10 anos. A destruição das infraestruturas, a falta de emprego e a falta de dinheiro das famílias levam a uma pobreza cada vez mais extrema. E a agravar ainda mais a situação, a Covid-19 está a trazer consequências devastadoras a milhares de famílias.

“Aqui, em Damasco tudo ficou tão caro!”, diz a Irmã Joseph-Marie Chanaa. Esta Irmã francesa da congregação das Irmãs da Caridade, que trabalha na Síria desde o início da guerra, gere um grupo de 16 voluntários dedicados a ajudar as famílias mais pobres.

“O agravamento da situação das pessoas, levou-me a envolver mais na vida social para ajudar os mais pobres e os que sofrem, para além do meu trabalho de catequista”, acrescenta.


Por exemplo, numa família de Damasco, na qual trabalha apenas o marido, o rendimento mensal é cerca de 140 euros e o aluguer de um apartamento é cerca de 100 euros. O dinheiro que resta mal dá para viver. E sem falar quando ambos estão desempregados… Por este motivo, a Irmã Joseph Marie pediu a colaboração dos benfeitores da Fundação AIS, a fim de se poder dar uma ajuda de emergência de 25 euros por mês às famílias Cristãs mais pobres.

“Neste momento há mais fome do que há três anos”, Padre Hugo Alaniz

> As pessoas sofrem no dia-a-dia, onde a Igreja tem procurado socorrer os mais necessitados numa altura em que a maior parte das instituições de ajuda humanitária abandonaram já a Síria na sequência do fim dos combates em quase todo o território.


PROJECTO: AJUDA DE EMERGÊNCIA PARA AS FAMÍLIAS SÍRIAS

A Fundação AIS prometeu ajudar 11.860 famílias com um apoio menal, num total de 296.500€

Com a sua ajuda tentamos que estas famílias vivam com um mínimo de dignidade e não abandonem o país por causa desta realidade dramática.

7.860 famílias em Homs
1.200 famílias em Damasco
1.200 famílias em Lataquia
1.200 famílias no Vale dos Cristãos
400 famílias em Alepo

COM 50€ É POSSÍVEL APOIAR MENSALMENTE 2 FAMÍLIAS




VAMOS AJUDAR?

Apoie esta campanha »

CAMPANHAS RELACIONADAS

Comentários

Deixar um comentário
Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.
Catálogo de Natal Fundação AIS

RELATÓRIO MÉDIO ORIENTE »


 

CATÁLOGO DE NATAL

Os cookies ajudam-nos a oferecer os nossos serviços. Ao utilizar a nossa página, concorda com a nossa política de cookies.
Saiba Mais