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Lisboa: Cristãos “são alvo de grupos fundamentalistas” no Paquistão, denuncia o Arcebispo de Lahore em iniciativa da Fundação AIS

29 janeiro 2018
Lisboa: Cristãos “são alvo de grupos fundamentalistas” no Paquistão, denuncia o Arcebispo de Lahore em iniciativa da Fundação AIS
Perante cerca de duas centenas de pessoas que se reuniram em vigília de oração na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, no passado sábado, D. Sebastian Shaw  denunciou a situação extremamente delicada em que se encontra a comunidade cristã no Paquistão, em resultado não só da violência exercida por grupos extremistas, como pela crescente islamização do poder que se reflecte, por exemplo, na forma tantas vezes arbitrária como é invocada a “Lei da Blasfémia”.

Segundo o Arcebispo de Lahore, “a vida dos cristãos no Paquistão é muito desafiadora” nos dias que correm, por se tratar de uma comunidade extremamente minoritária – apenas cerca de 2 por cento da população – muito pobre, inculta e indefesa.

“A maior parte dos Cristãos” paquistaneses, esclarece o prelado, “são agricultores muito pobres, ou trabalhadores fabris ou empregados nos serviços de limpeza”. Sendo uma minoria religiosa sem poder económico, estão relegados por isso para os lugares mais baixos na estrutura social. “Os cristãos não conseguem trabalho facilmente e são discriminados”, afirmou também D. Sebastian nesta vigília de oração pela paz e pelos cristãos perseguidos, organizada pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

Na sua intervenção, o prelado deu vários os exemplos da violência que se tem abatido contra a comunidade cristã no Paquistão nos últimos tempos. Uma violência que demonstra que os cristãos “são um alvo de grupos fundamentalistas” . Em Dezembro do ano passado, por exemplo, um atentado contra uma igreja cristã metodista em Quetta saldou-se em 9 mortos e mais de meia centena de feridos, mas, alguns meses antes, em Fevereiro, uma dezena de ataques terroristas provocaram mais de 130 mortos e cerca de quatro centenas de feridos.

A situação é tão complexa e a ameaça tão presente que D. Sebastian comparou mesmo as igrejas e as escolas do Paquistão a “verdadeiras prisões” pela necessidade de se protegerem das ameaças constantes que se fazem sentir sobre a comunidade cristã.

“Hoje em dia, no Paquistão, temos de fazer muros muito altos e com arame farpado e câmaras de vigilância nas nossas igrejas e escolas. E temos de ter, também, guardas de dia e de noite. Não temos alternativa.”

Segundo o Arcebispo de Lahore, “as ameaças de ataques terroristas” obrigaram até a colocar, em algumas igrejas, “detectores de metais”.

Nada disso, porém, parece intimidar a comunidade cristã. “Não temos opção”, disse D. Sebastian. Referindo-se expressamente aos terroristas, aos radicais islâmicos que têm semeado o terror entre a comunidade cristã nos últimos anos, o Arcebispo de Lahore afirmou que “Deus quer que os Cristãos sejam a luz do mundo também no Paquistão para com as pessoas que vivem na escuridão e não têm misericórdia”.

Agradecendo o apoio que a Igreja do Paquistão tem recebido a nível internacional da Ajuda à Igreja que Sofre, e muito especialmente o apoio que resulta da generosidade dos benfeitores portugueses da Fundação AIS, o Arcebispo de Lahore afirmou que os Cristãos têm um papel essencial na construção de uma sociedade melhor. “Nós, os Cristãos, somos fazedores de paz, somos sementes de paz”, afirmou perante cerca de duas centenas de pessoas na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa. “No Paquistão somos confrontados com grupos radicais que querem islamizar o nosso país e o mundo inteiro. Nós, Cristãos, não temos medo. Mas somos fazedores de paz. Não fazemos guerra, não reagimos.”

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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