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ARMÉNIA: Igreja de mártires desenvolve “trabalho excepcional a nível social”, diz responsável de projectos da Fundação AIS

27 janeiro 2022
ARMÉNIA: Igreja de mártires desenvolve “trabalho excepcional a nível social”, diz responsável de projectos da Fundação AIS
A Arménia foi dos primeiros países do mundo a assumir o cristianismo como religião oficial. O conflito que opôs no final de 2020, no enclave de Nagorno-Karabakh, a Arménia ao Azerbaijão, trouxe este país para o centro da ribalta do mundo.

Foi uma guerra que durou apenas 44 dias, mas que provocou um profundo rasto de sangue e morte. Calcula-se que tenham perdido a vida mais de cinco mil pessoas além de que houve a fuga da esmagadora maioria da população arménia que vivia no enclave.

O apoio a estas famílias, que se encontram agora numa situação dramática, é um dos desafios mais significativos que enfrenta a Igreja neste país, segundo Marco Mencaglia, responsável de projectos da Fundação AIS para esta antiga república soviética.

A melhoria da situação causada pela pandemia do Covid19 permitiu em Outubro do ano passado uma viagem de trabalho para um contacto directo com a minoritária comunidade católica da Arménia, viagem que se estendeu também à vizinha Geórgia.

“São dois países geograficamente próximos, mas completamente diferentes em termos da sua história, cultura, língua e mesmo alfabeto”, explica o responsável de projectos da Fundação AIS. “Contudo, quando se trata da Igreja, existem várias áreas comuns”, diz ainda, sublinhando “o trabalho excepcional”, que vem sendo desenvolvido “a nível social através da Cáritas e das ordens religiosas”.

Além de minoritária, e como constatou Marco Mencaglia, na Arménia “a Igreja Católica pode ser encontrada quase exclusivamente em regiões localizadas no noroeste do país, para além de várias paróquias atrás da fronteira no sudoeste da Geórgia”. “Estas são regiões pobres e inóspitas, situadas a mais de 2.000 metros de altitude”, esclarece ainda o responsável de projectos da Fundação AIS.



“Os Invernos são rigorosos e podem durar até seis meses. A taxa de desemprego é muito elevada e a única opção que resta para muitas destas pessoas é a migração sazonal ou permanente para os países vizinhos. Neste tipo de situação, é compreensível que a Igreja se tenha comprometido a prestar serviços sociais extensivos aos mais fracos da sociedade, a fim de lhes dar esperança e uma alternativa à saída das suas pátrias”, diz ainda Mencaglia, em entrevista a Kira von Bock-Iwaniuk.

Outro problema que a Igreja católica enfrenta na Arménia é a falta de condições para a formação de seminaristas. “A Igreja comprometeu-se a promover novas vocações, uma vez que o número de padres e irmãs está muito abaixo das necessidades reais dos fiéis”, observou Mencaglia.

“À semelhança da Igreja Católica na Geórgia, a Igreja na Arménia não tem um seminário e os estudantes são enviados para vários países toda a Europa Ocidental. O projecto para o estabelecimento de um seminário em Gyumri, a sede do bispo, está actualmente suspenso devido à falta de financiamento.”

De qualquer forma, o problema mais agudo prende-se com o apoio aos mais de 90 mil refugiados da guerra no enclave de Nagorno-Karabakh. “No primeiro ano após o conflito, a rede internacional de ajuda foi capaz de satisfazer as suas necessidades mais urgentes”, explica Marco Mencagia. “No entanto, o problema agora é que os olhos do mundo já não estão voltados para a Arménia e o fluxo de ajuda foi drasticamente reduzido. Muitas das famílias cristãs perderam tudo. Na grande maioria, são mães solteiras com filhos, que continuam a viver em circunstâncias precárias”, diz ainda, adiantando que a Fundação AIS aprovou já um projecto de ajuda de emergência para estas famílias.



PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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