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BANGLADESH: “Situação dramática” por causa do coronavírus leva Igreja a pedir ajuda à Fundação AIS

11 junho 2020
BANGLADESH: “Situação dramática” por causa do coronavírus leva Igreja a pedir ajuda à Fundação AIS
A pandemia do coronavírus está a revelar, em muitos países, a fragilidade imensa em que se encontram as comunidades cristãs, principalmente nas regiões onde são minoritárias. O Bangladesh, na Ásia, é um exemplo disso.

O Arcebispo de Chittagong, D. Moses Costa, enviou à Fundação AIS um pedido de ajuda urgente para as religiosas que trabalham na sua diocese e que se encontram em grandes dificuldades por causa da crise provocada pelo coronavírus que forçou ao encerramento de muitas actividades económicas.

Regina Lynch, directora de projetos na Fundação AIS a nível internacional, explica que, com o “encerramento de escolas e albergues”, as irmãs passaram a estar em dificuldades. “Mesmo antes da crise, os pequenos valores com que os fiéis conseguiam ajudar as irmãs não eram suficientes; mas agora a situação tornou-se dramática.”

Este não é um problema apenas da diocese de Chittagong. Também em Mymensigh soarem sinais de preocupação. “As Irmãs da Santa Cruz, juntamente com o bispo, estão a usar todo o dinheiro disponível para ajudar as pessoas que estão em sofrimento, mas as irmãs também precisam de sobreviver”, explica Regina. “E é aí que a Fundação AIS pode ajudar.”

De facto, estes tempos incomuns estão a sublinhar a fragilidade em que se encontram muitas comunidades cristãs nos países mais pobres, mas revelam simultaneamente a importância do trabalho da Igreja, tantas vezes silencioso, na promoção das populações. “Em tempos normais – lembra Regina Lynch – as Irmãs da Santa Cruz, como muitas outras no mundo, ensinam o Evangelho e também ofícios para ajudar as pessoas a saírem da pobreza.”

A ajuda disponibilizada pela Fundação AIS à Igreja do Bangladesh tem sido essencial ao longo dos anos. D. Sebastian Tudu, Bispo de Dinajpur, explica que a sua diocese enfrenta muitos desafios e precisa de ser apoiada para poder continuar a sua missão junto dos mais pobres e marginalizados que são também as camadas da população que se encontram agora numa situação mais difícil por causa das restrições impostas pelo combate à pandemia do coronavírus. “A diocese está a enfrentar muitos desafios”, explica D. Sebastian.

“Enquanto minorias, os povos tribais são muitas vezes atacados, torturados, enganados e as suas terras expropriadas, principalmente pela maioria muçulmana”, diz o prelado referindo-se ao facto de existirem vários povos tribais na diocese, com os quais a Igreja tem desenvolvido um trabalho significativo de promoção social.



Nos últimos tempos tem havido episódios de violência e a própria igreja não tem sido poupada. O bispo de Dinajpur recorda que, no ano passado, “um missionário”, o Padre Piero Parolari, “foi alvejado mas miraculosamente foi salvo pela graça de Deus”. Apesar dos riscos e das ameaças, a Igreja Católica assume o seu papel solidário junto destas camadas da população mais marginalizadas. “De acordo com os valores do Evangelho, sentimos a necessidade de defender este povo indefeso, de estar e de sofrer com eles”, diz D. Sebastian Tudu à Fundação AIS.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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