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CHILE: Pároco de duas das igrejas queimadas no ano passado por manifestantes recebe prémio da Fundação AIS

11 maio 2021
CHILE: Pároco de duas das igrejas queimadas no ano passado por manifestantes recebe prémio da Fundação AIS
Pedro Narbona, pároco das igrejas La Asunción e Vera Cruz, queimadas por manifestantes no ano passado no Chile, recebeu o prémio Liberdade Religiosa 2021 instituído pelo secretariado espanhol da Fundação AIS. “É tremendo. Nunca pensamos que pudesse haver tanta crueldade contra a Igreja e a comunidade cristã”, disse o sacerdote após receber o prémio instituído pela Ajuda à Igreja que Sofre.

Atribuído por unanimidade, o prémio visa reconhecer o testemunho dado por este sacerdote e pelas suas comunidades religiosas numa altura de particular tensão social quando as ruas do Chile foram palco de manifestações que se tornaram por vezes bastante violentas.

Os ataques brutais a essas e a outras igrejas, que a Fundação AIS então relatou, mostraram uma crescente hostilidade para com os cristãos e foram sinal preocupante de como a liberdade religiosa pode estar tão fragilizada.

Segundo o Padre Narbona, os ataques foram chocantes para os seus paroquianos, mas serviram também para fortalecer a própria comunidade. “Veremos como reconstruiremos os edifícios, mas hoje preocupamo-nos mais com a reconstrução que o Senhor Ressuscitado está a fazer em cada um de nós, sem raiva, sem ódio, sem ressentimento e, pelo contrário, rezando também para que os corações se convertam”.

No Relatório sobre a Liberdade religiosa no Mundo da Fundação AIS, o Chile é sublinhado que no período de 2018 a 2020 assistiu-se a um “recrudescimento dos ataques contra igrejas”.

No documento, refere-se que, depois de terem estado ligados “à causa mapuche”, a violência e o vandalismo contra as igrejas “espalharam-se para incluir várias cidades, um sintoma de intolerância à religião e um sinal de que o Estado foi incapaz de a proteger”. “Os tribunais também não conseguiram defender o direito à liberdade religiosa devido a uma má compreensão deste direito fundamental”, pode ler-se ainda no Relatório da AIS. Desta forma, e em conclusão, as perspectivas para o futuro próximo “são negativas e motivo de preocupação”.



PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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