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EGIPTO: Autoridades reprimem grupos jihadistas no Sinai e autorizam novas igrejas para a comunidade cristã

22 maio 2020
EGIPTO: Autoridades reprimem grupos jihadistas no Sinai e autorizam novas igrejas para a comunidade cristã
As autoridades egípcias afirmam ter neutralizado um núcleo jihadista em Bir al-Abd, que terá sido responsável pelo mais recente ataque terrorista no país, ocorrido no início do mês contra um veículo do exército, tendo causado 10 vítimas, entre mortos e feridos.

O ataque, reivindicado pelo Daesh e ocorrido na região do norte do Sinai, foi mais uma demonstração da presença do grupo terrorista nesta região e motivou uma resposta imediata por parte da Igreja Católica.

Num comunicado emitido pelo presidente do Conselho dos Patriarcas e Bispos Católicos do Egipto, a Igreja expressou a sua “total solidariedade” para com as instituições “diante desse terrorismo maligno” que “contradiz todas as leis, valores e normas religiosas e humanas”. O Conselho afirmou também a sua solidariedade para com as famílias das vítimas.

A região do norte do Sinai tem sido palco desde há anos de acções de grupos extremistas islâmicos que têm como um dos alvos a comunidade cristã no Egipto.

Ainda em Abril, um agente da polícia e sete suspeitos terroristas foram mortos num tiroteio no Cairo, no desenrolar de uma operação para o desmantelamento de uma célula terrorista que estaria, segundo as autoridades, a preparar-se para lançar ataques contra os cristãos coptas durante as celebrações da Páscoa, que ocorreram a 19 do mês passado.

Entretanto, as autoridades legalizaram mais 74 igrejas ou locais para culto para os cristãos, o que dá um total de mais de 1500 edifícios legalizados em todo o país. Esta é uma medida que está a ser muito bem acolhida pela comunidade cristã pois a existência de locais de culto não formalmente autorizados tem sido um factor de disputa e de controvérsia e tem gerado episódios de violência.

Os cristãos coptas apenas representam cerca de 10% da população do Egipto e muitas vezes têm os seus interesses negligenciados pelas autoridades locais. Nos últimos anos, no seguimento da aprovação em Agosto de 2016 pelo Parlamento de uma nova lei para a construção e gestão de locais de culto, tem havido um esforço para a legalização de igrejas e capelas, o que corresponde aos anseios da comunidade cristã.

Além dos entraves burocráticos e das ameaças de grupos radicais, os cristãos têm também de enfrentar dificuldades económicas sempre que desejam construir uma nova igreja.

O caso da Igreja de Abnee Baitak é um bom exemplo dessas dificuldades. A cidade de Abnee Baitak foi construída pelo Governo a pensar nas famílias jovens e é considerada como um novo subúrbio da cidade de Madinat as-Sadis min uk, a “Cidade do 6 de Outubro”, um grande espaço urbano que nasceu relativamente perto da capital, Cairo.

A edificação em Abnee Baitak de uma Igreja é uma das principais ambições da comunidade cristã local pois o templo mais próximo fica a mais de vinte quilómetros de distância.

A Fundação AIS apoiou desde o início a construção desta igreja, que inclui ainda um centro comunitário para actividades pastorais e sociais. O projecto está a avançar mas é necessário prosseguir com as obras, estimadas agora em cerca de 30 mil euros, pelo que a comunidade local pediu o apoio, uma vez mais, aos benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre em todo o mundo.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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