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GUINÉ-BISSAU: Rádio católica, apoiada pela Fundação AIS, é “embaixadora da esperança” em tempos de pandemia

6 maio 2020
GUINÉ-BISSAU: Rádio católica, apoiada pela Fundação AIS, é “embaixadora da esperança” em tempos de pandemia
Em África, as distâncias não se medem em quilómetros mas em tempo. A falta de estradas dificulta as viagens, tal como a ausência de luz eléctrica, por exemplo, complica seriamente a vida quotidiana das famílias.

Nestes tempos conturbados de pandemia, em que as pessoas precisam de se refugiar em suas casas para evitar contágios, a comunicação revela-se essencial. Em África, em muitas regiões, a rádio assume um protagonismo que noutros continentes costuma pertencer à televisão ou à Internet.

Fácil, barata e eficaz. A rádio rompe fronteiras, galga montanhas, aproxima os povos mesmo que vivam isolados sem luz nem estradas nem outros luxos da civilização.

A Fundação AIS está empenhada, desde há vários anos, em apoiar o trabalho das rádios católicas no continente africano. A missão da Igreja passa, em grande medida, pela existência destes postos emissores.

São muitas as rádios africanas cuja existência depende muito da generosidade dos benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre. Guiné-Bissau, República Democrática do Congo, Angola, Burkina Faso, Camarões, Quénia, Libéria, Madagáscar, Malawi, Moçambique, Uganda, República Centro-Africana, Tanzânia, Togo e Zâmbia são países onde existem rádios católicas com a chancela da Fundação AIS.

Aquisição de equipamento técnico e de infraestruturas, meios de locomoção, produção de programas… são inúmeros os pedidos de apoio que ao longo dos anos têm sido submetidos pelas dioceses africanas à Fundação AIS procurando assegurar dessa forma que as respectivas rádios continuam a emitir e a levar a mensagem da Igreja a todos os povos, a todas as pessoas. Mesmo as que vivem mais isoladas.

Recentemente, o Bispo de Bafatá, D. Pedro Carlos Zilli, explicou em mensagem enviada para a Fundação AIS como a Igreja na Guiné-Bissau está a lutar contra a pandemia do coronavírus. E destacou a importância da sua rádio na sensibilização das populações para a ameaça que se está a viver. “A Igreja Católica, através da Caritas, das paróquias, tem feito um bom trabalho de sensibilização, de prevenção, de ajudar as pessoas. A rádio, a nossa rádio ‘Sol Mansi’, tem feito, graças a Deus, um bom trabalho nesse sentido…”




Um bom trabalho que passou agora por aumentar o número de horas de emissão. O objectivo é duplo: conscientizar a população sobre as medidas a tomar para combater com eficácia a pandemia do coronavírus e prosseguir com o trabalho de evangelização.

Com as pessoas retidas em casa, a emissão da rádio torna-se preciosa, transmitindo as missas, mas também outros momentos de oração e catequese. A irmã Alessandra Bonfanti, uma das responsáveis por esta rádio em língua portuguesa, explicou à Fundação AIS como é importante esta missão. “Nos tempos actuais, é nossa missão agir como embaixadores da esperança numa sociedade que teme a pandemia. Temos que ajudar a continuar a alimentar as chamas da fé na esperança, a esperança de que o mundo volte ao normal se todos fizerem sua parte.”

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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