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ÍNDIA: Assassinato de mulher convertida ao cristianismo revela violência crescente contra minorias religiosas

28 julho 2020
ÍNDIA: Assassinato de mulher convertida ao cristianismo revela violência crescente contra minorias religiosas
O assassinato de uma mulher indiana de 25 anos de idade por alegadamente se ter convertido ao cristianismo, é um sinal preocupante da violência crescente contra os cristãos e as minorias religiosas na Índia. Suman Munda foi encontrada morta em Redhadi, uma aldeia no distrito de Khunti, no Estado de Jharkhand, no passado dia 19 de Julho.

Segundo o Vatican News, Suman “é a quinta vítima cristã morta na Índia nos últimos dois meses”. Sobre este caso em si, sabe-se que as autoridades já detiveram quatro suspeitos mas, para o Bispo de Khunti, D. Binay Kandulna, “é motivo de grande preocupação”.

Em declarações à UCANews, o prelado recorda que “o Estado assistiu ao assassinato de um homem cristão no mês passado no mesmo distrito”, pelo que deveriam ser tomadas “medidas apropriadas” para a protecção das populações, nomeadamente das minorias religiosas.

D. Binay Kandulna afirmou ainda que “alguns grupos” tentam atingir “as minorias” no Estado de Jharkhand “para difundir o ódio entre os vários credos, entre as pessoas que, em vez disso, amam a paz”. “Condenamos o assassinato”, concluiu ele, “e fazemos um apelo à administração para que tome medidas severas contra os culpados”.

O assassinato desta jovem convertida ao cristianismo é revelador de um clima de intimidação que se está a viver na Índia e que atinge as minorias religiosas. Em Abril foi divulgado um estudo da Comissão norte-americana para a Liberdade Religiosa Internacional.

Nesse documento, referente ao ano de 2019, a Índia foi colocada entre os países “especialmente preocupantes” – uma espécie de ‘lista negra’ –, tendo a Comissão aconselhado o governo norte-americano a “impor sanções específicas às agências do Governo indiano e aos responsáveis pelas graves violações de liberdade religiosa, congelando os bens destes indivíduos ou proibindo a sua entrada nos Estados Unidos”.

No ano passado, observa o relatório, “as condições de liberdade religiosa na Índia registaram um agravamento drástico, com as minorias religiosas sob ataques cada vez mais frequentes”. A esmagadora maioria da população indiana é hindu, cerca de 72%, enquanto os muçulmanos representam pouco mais de 14%. Os cristãos, apenas 4,7% da população total, são normalmente pobres, discriminados e muitas vezes proscritos.

A Fundação AIS lançou em Portugal, na Quaresma de 2018, uma campanha de sensibilização para a realidade, normalmente desconhecida, dos ‘dalits’, ou ‘intocáveis’. Calcula-se que cerca de 60% dos 29 milhões de cristãos da Índia sejam ‘dalits’, os que estão na base do complexo sistema de castas deste país. São pessoas que levam normalmente uma vida miserável, sendo quase que invisíveis aos olhos da sociedade.



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