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ÍNDIA: Fundação AIS apela à libertação do Padre Stan Swamy e denuncia tentativa para “silenciar os mais fracos”

10 dezembro 2020
ÍNDIA: Fundação AIS apela à libertação do Padre Stan Swamy e denuncia tentativa para “silenciar os mais fracos”
A Fundação AIS, através do seu presidente executivo internacional, apela às autoridades indianas para a libertação do padre jesuíta Stan Swamy, detido desde o dia 8 de Outubro por alegadas actividades ilegais. “Defendemos a libertação deste padre que passou os últimos 40 anos a trabalhar com tribos indígenas (Adivasi) no estado Indiano de Jharkhand, tribos que foram expulsas à força das suas terras nativas para dar espaço a projectos agrícolas mineiros ou industriais”, afirma Thomas Heine-Geldern, num comunicado emitido em Königstein, na Alemanha. “O seu único crime foi exigir justiça e denunciar os abusos” que estas populações tribais “sofreram na sua região”, diz ainda o responsável da fundação pontifícia.

O texto recorda que as autoridades negaram de forma incompreensível a libertação sob fiança ao sacerdote jesuíta, apesar da idade avançada e do seu estado de saúde precário. O padre Stan tem 83 anos de idade e sofre de Parkinson. Para o presidente executivo internacional da Ajuda à Igreja que Sofre, o caso do Padre Stan Swamy “é apenas a ponta do icebergue”, afirmando que haverá “outros casos de padres e catequistas que foram injustamente acusados com o objectivo de espalhar o medo e intimidar” os que trabalham procurando dar “melhores condições de vida para os Adivasis e os Dalits”, ou intocáveis.

Heine-Geldern afirma que “detenções injustificadas como a do Padre Stan Swamy parecem muitas vezes ter apenas um objectivo: silenciar e intimidar os mais fracos”, e afirma a preocupação da Fundação AIS “com o crescimento do nacionalismo religioso, o qual é promovido por instituições próximas do governo Indiano”. Uma realidade que afecta directamente a comunidade cristã. “Em muitas aldeias, os cristãos são limitados na sua liberdade de movimento por medo de sofrerem represálias fundamentalistas”, acrescenta o presidente da AIS.

No comunicado, é referido que esta situação não é incomum. “Muitas pessoas também sofrem com o uso indevido de leis anti-conversão que foram promulgadas em oito Estados Indianos”, sendo dado como exemplo a situação em Jharkland, onde os cristãos “são muitas vezes injustamente acusados de violar estas leis, apesar de não terem feito nada de errado a não ser praticar a sua fé”. “O objectivo aqui é – acrescenta Thomas Heine-Geldern – intimidar os opositores em disputas de terras que surgem frequentemente nas regiões habitadas por tribos indígenas”. O presidente executivo da AIS afirma que a instituição conhece “casos de pessoas que passaram anos na prisão em resultado de falsas acusações, levando à perda dos seus direitos legais”.

No comunicado, o responsável internacional da Fundação AIS deixa ainda um apelo “às instituições políticas internacionais” para que garantam a protecção do “exercício da liberdade religiosa na Índia e para que a Igreja Católica continue a trabalhar para os mais pobres dos pobres”.

Este caso mereceu já ampla divulgação em Portugal, com a Companhia de Jesus a apelar em Outubro “à libertação imediata” do sacerdote e a pedir às autoridades indianas para acabaram com as “detenções arbitrárias de cidadãos inocentes e cumpridores da lei”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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