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ÍNDIA: Jesuítas lançam campanha para a libertação de sacerdote preso por defender direitos dos povos indígenas

17 outubro 2020
ÍNDIA: Jesuítas lançam campanha para a libertação de sacerdote preso por defender direitos dos povos indígenas
A Companhia de Jesus está a mobiliar-se a nível internacional para a libertação do Padre Stan Swamy, sj, de 83 anos de idade, detido a 8 de Outubro pela autoridade anti-terrorista da Índia.

Este sacerdote, conhecido por ser defensor dos direitos humanos, foi preso – informa o ‘site’ ‘Ponto J’ em Portugal – “por alegadas ligações maoistas”, quando se encontrava na residência da Companhia de Jesus na periferia de Ranchi, no estado de Jharkland, na zona oriental da Índia.

A prisão deste padre, de idade tão avançada e que apresenta um estado de saúde “de enorme debilidade”, deixou a comunidade jesuíta em estado de choque. O Padre George Pattery, sj, presidente da Conferência Jesuíta da Ásia do Sul, publicou uma carta aberta um dia após a detenção de Stan Swamy pedindo a sua libertação imediata. “Estamos chocados e consternados ao tomar conhecimento de que o P. Stan Swamy, sj, que tem trabalhado toda a sua vida pela dignificação dos oprimidos e de outras pessoas vulneráveis, foi detido sob a custódia NIA.”

Também de Roma têm chegado manifestações de protesto pela prisão do Padre Stan. O responsável pelo Secretariado de Justiça Social e Ecologia da Companhia de Jesus a nível mundial, padre Xavier Jeyaraj, sj, apela à sua “libertação imediata”, pedindo às autoridades para acabaram com as “detenções arbitrárias de cidadãos inocentes e cumpridores da lei”.

Ainda segundo este responsável internacional da Companhia de Jesus, o Padre Stan está de quarentena, chegou a ser “forçado a dormir no chão” desde o dia 8 de Outubro, data da detenção, até ao dia 14, e apenas tem sido autorizado a realizar uma chamada telefónica por semana.
A Conferência Episcopal da Índia também já se manifestou em relação a este caso, pedindo às autoridades para “libertarem imediatamente” o sacerdote jesuíta permitindo-lhe regressar à sua comunidade.

Segundo a Companhia de Jesus em Portugal, o Padre Stan já tinha sido interrogado várias vezes em Julho e Agosto pela NIA, a autoridade anti-terrorista da Índia.

A detenção do sacerdote está ligada ao seu trabalho de promoção dos povos indígenas e dos marginalizados, nomeadamente dos ‘dalits’ no estado de Jharkland. Dois dias antes da sua detenção, o Padre Stan Swamy deixou um alerta sobre o que lhe poderia vir a acontecer, dizendo que “todos temos consciência que muitos activistas, advogados, escritores, jornalistas, líderes estudantis, poetas, intelectuais, e outros que defendem os direitos dos Adivasis, dos ‘dalits’ e dos marginalizados e expressam a sua discordância com as autoridades políticas do país estão debaixo de mira e a ser colocados na prisão”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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