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LISBOA: Bispos destacam apoio aos cristãos perseguidos e defesa da liberdade religiosa como balanço dos 25 anos da AIS em Portugal

12 outubro 2020
LISBOA: Bispos destacam apoio aos cristãos perseguidos e defesa da liberdade religiosa como balanço dos 25 anos da AIS em Portugal
A Fundação AIS assinala amanhã, dia 13 de Outubro, 25 anos de presença ininterrupta em Portugal em defesa das comunidades cristãs vítimas de perseguição e pela promoção da liberdade religiosa em todo o mundo. Tal como o Presidente da República, que assinalou com “palavras de gratidão” o trabalho desenvolvido pela Ajuda à Igreja que Sofre ao longo deste quarto de século, também vários bispos fizeram questão de testemunhar o apreço pelo trabalho e missão desta fundação pontifícia consagrada a Nossa Senhora de Fátima.

D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, diocese onde funciona a sede da Ajuda à Igreja que Sofre em Portugal, fez questão de destacar o trabalho “muito bem feito por esse mundo inteiro no apoio às populações mais carenciadas, sobretudo àquelas que pertencem à Igreja mas não só”, assim como “a constante informação acerca das diversas situações que neste mundo se tornam mais gritantes” por causa da perseguição religiosa aos cristãos.

Esse foi, aliás, um tema comum em todas as mensagens. D. José Ornelas, Bispo de Setúbal e Presidente da Conferência Episcopal, fala em “admiração” e também “gratidão” pelo trabalho desenvolvido ao longo deste quarto de século na denúncia das “dores da humanidade”. “Bem hajam por nos ajudarem também a sermos solidários” para com a “multidão dos que sofrem para com eles para construirmos um mundo mais justo, mais fraterno, segundo o projecto que Deus tem para a Humanidade.”

Por sua vez, D. Jorge Ortiga recorda que os “cristãos continuam hoje a ser perseguidos, a serem impedidos de poder praticar a sua própria fé e, muitas vezes, arriscando a sua vida em autêntico testemunho de martírio”. “Por isso – acrescenta o Arcebispo de Braga –, o trabalho que a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre realiza é de extrema importância.” E sublinha não só a “sensibilização que se vai realizando junto dos cristãos” em Portugal e em todo o mundo sobre esta realidade, mas também o aspecto prático da ajuda que passa pela “angariação de fundos tão necessários para que esses cristãos que vivem em zonas de perseguição possam sobreviver e professar a sua fé”.

Figura também muito próxima da Fundação AIS, o Cardeal António Marto enviou, “de todo o coração”, uma mensagem para “celebrar 25 anos de vida de uma actividade imensa para que a Igreja em Portugal seja também parte activa, colaboradora, em atitude de comunhão e partilha, com a Igreja que sofre em várias partes do mundo…” A pobreza em que vivem muitas comunidades, e a “negação da liberdade religiosa” em que se encontram tantos cristãos, são os dois aspectos que o responsável pela diocese de Leiria-Fátima fez questão de destacar, pedindo as bênçãos de Nossa Senhora para “todos os colaboradores” da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre em Portugal no trabalho que realizam “ao serviço da Igreja”.

D. Manuel Linda, Bispo do Porto, lembrou, na mensagem a propósito dos 25 anos de presença da Fundação AIS em Portugal, todo o trabalho, tantas vezes ignorado, mas essencial, no apoio à Igreja “formando os seus seminaristas e os seus pastores, ajudando-os a encontrar o pão e a subsistência sem a qual não há suporte de vida sequer”. O facto de a Santa Sé ter elevado a Fundação AIS “a organismo pontifício”, veio reforçar a credibilidade da instituição no desempenho da sua missão junto da Igreja necessitada e erguendo a sua voz na defesa da liberdade religiosa como um direito fundamental do ser humano. “E há muitos cristãos que continuam mártires, há muitos cristãos que têm que pagar com a própria vida e com extremo sofrimento a sua adesão à fé em Jesus”, relembra D. Manuel Linda, sublinhando assim a importância do trabalho da Fundação AIS junto destas comunidades, ajudando-as “não só com a palavra de estímulo mas inclusivamente com as dádivas materiais”.

O Bispo de Bragança-Miranda aproveitou esta ocasião para lançar também um “apelo a todos a uma oração, a um contributo generoso para que a liberdade religiosa seja cada vez mais uma realidade” no mundo. Lembrando as palavras do Papa Francisco na sua última encíclica, D. José Cordeiro deixou ainda o desejo para que todos possam estar unidos na “construção de um mundo mais fraterno e de uma amizade social para que na cultura do diálogo, na cultura do encontro, sejamos mais e melhores cidadãos, mais e melhores cristãos, cada um fiel à missão que recebeu”.

Um desejo que é também partilhado pelo responsável pela diocese do Funchal, na Madeira. D. Nuno Brás afirma que a Fundação AIS representa, hoje em dia, “um apoio organizado e sério a tantas comunidades cristãs” que “sofrem necessidades” em tantos lugares do mundo, lutando, ao mesmo tempo, “pela liberdade religiosa”. Por tudo isso, diz D. Nuno Brás, “só podemos estar gratos pelo trabalho” da Ajuda à Igreja que Sofre nestes vinte e cinco anos de presença em Portugal.

Também responsável por uma diocese insular, D. João Lavrador afirma que a Fundação AIS “merece uma palavra de felicitação” e também “de reconhecimento”. Destacando o trabalho produzido no apoio material aos cristãos que vivem em regiões mais empobrecidas ou que pertencem a minorias religiosas e, por isso, relegados para uma plano secundário na sociedade, o Bispo de Angra, nos Açores, lembra também o esforço na divulgação das questões relacionadas com a liberdade religiosa e a mobilização dos portugueses para essas temáticas. “O trabalho desenvolvido ao longo destes 25 anos está muito presente”, diz D. João Lavrador. “Presente naturalmente naqueles que sentiram a acção desta Fundação mas também presente em todos aqueles que interessam pelo problema da liberdade religiosa, que é o nosso caso, é o meu caso, é o caso da Igreja no seu todo.” Por tudo o que tem vindo a ser feito, acrescenta o prelado dos Açores, “esta Fundação merece da nossa parte todo o carinho e todo o empenho” para a prossecução da missão de “denúncia e no apoio às populações carenciadas mas sobretudo àquelas que são vítimas da atrocidade de tudo aquilo que é violência contra a liberdade religiosa”.

Agradecimento e elogio à Fundação AIS estão também no centro da mensagem do Arcebispo de Évora, em cuja cidade existe um núcleo muito activo da instituição. Lembrando que todos ansiamos “por um mundo de tolerância e respeito, de liberdade de consciência e de liberdade religiosa”, mundo que, “infelizmente”, não existe em muitos países e regiões, D. Francisco Senra Coelho agradece o trabalho e empenho da Fundação AIS no alerta das consciências para essas situações de atropelo das liberdades fundamenais. “Queremos agradecer à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre a possibilidade que nos dá de nos alertar para situações de desrespeito, pelo seu excelente relatório anual, e de nos dar também a possibilidade de fazermos a partilha com os nossos meios e as nossas possibilidades materiais para com esses irmãos”.

Na mensagem, o Arcebispo de Évora, diz que “golpeia muito o coração saber que continua a haver mártires” nos tempos actuais. “Sabemos que os mártires são sinal radical de amor a Cristo, aqueles que não apostatam a fé, que preferem morrer do que negar Cristo, e que vem sobretudo dos países mais pobres, onde a Igreja encontra os filhos mais corajosos.” O facto de Évora ter uma delegação da Fundação AIS é sinal que merece ser também sublinhado. “Évora tem um centro desta associação, desta Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, que muito nos desafia e que muito nos pede. Aproveito para sensibilizar todos os eborenses para a importância da liberdade religiosa e da defesa que esta fundação faz e que nos cabe a todos assumir, prolongar e difundir. Parabéns, e a bênção de Deus.”

Também D. Diamantino Antunes, Bispo de Tete, em Moçambique, fez questão de enviar uma mensagem para Lisboa. Diz este prelado, lembrando as inúmeras situações em que a Fundação AIS tem auxiliado a igreja neste país lusófono, que “a Ajuda à Igreja que Sofre é a nossa mãe”. “Não há nenhuma diocese em Moçambique e em África que não tenha recebido repetidas ajudas desta Fundação.” Entre os inúmeros casos lembrados por D. Diamantino, está a construção de capelas e residências para missionários, a ajuda na aquisição de veículos para padres e irmãs, até a elaboração de um documentário para televisão sobre os catequistas mártires de Guiúa ou o envio semanal, desde Lisboa, de programas para a estação de rádio da diocese.

Além destes prelados, outras personalidades fizeram também questão de assinalar os 25 anos de presença da Fundação AIS em Portugal. Foi o caso do director da Agência Ecclesia; do Padre Tony Neves, missionário espiritano actualmente em Roma onde desempenha funções no governo central da congregação; do responsável pelo Opus Dei em Portugal; e do Reitor do Santuário de Fátima.

O Padre Carlos Cabecinhas, responsável pelo Santuário da Cova da Iria, lembrou a coincidência das datas. A Fundação AIS iniciou as suas actividades em Portugal a 13 de Outubro, data que assinala também a última aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos. O Reitor do Santuário recorda que os cristãos são o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo e que é precisamente para “todos os cristãos perseguidos” que se dirige “o conforto da promessa de Nossa Senhora feita aqui, em Fátima: 'O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus'”.

Para o Padre Cabecinhas, a Fundação AIS continuará a ser fiel a essa “missão de levar conforto e refúgio, o refúgio de Deus, a todos os cristãos perseguidos”.

Monsenhor José Rafael Espírito Santo, Vigário Regional do Opus Dei em Portugal, afirma, por seu turno, que a “AIS realiza um trabalho excelente porque nos ajuda a recordar e informa e faz-nos depois rezar e ajudar os cristãos que mais necessitam”. “Sem a AIS seria fácil muitas vezes esquecermos estes nossos irmãos na fé que são perseguidos”, diz ainda o responsável pelo Opus Dei no nosso país, agradecendo a todos os colaboradores e benfeitores “por aquilo que fazem”, junto dos cristãos que “correm risco de vida diariamente”.

Um agradecimento que também chegou da agência de notícias da Igreja Católica em Portugal. Paulo Rocha, director da Ecclesia, afirma que os 25 anos da presença da Ajuda à Igreja que Sofre no nosso país merecem “palavras de gratidão” por três razões principais: a informação, a solidariedade e a promoção do diálogo “no interior do cristianismo”.

A ‘informação’ merece lugar de destaque por causa das notícias publicadas diariamente “sobre os cristãos perseguidos evitando que seja um tema que fique nas catacumbas da História, porque é um tema do presente, é um tema que afecta a dignidade de muitas pessoas quando são perseguidas por causa da sua religião”. ‘Solidariedade’, pois a Fundação AIS permite “que muitas ajudas cheguem aos cristãos perseguidos”, oferecendo assim, a essas comunidades, “a dignidade de vida que merecem, como merece qualquer cidadão, qualquer pessoa independentemente da sua religião”. ‘Promoção do diálogo’ que, afirma Paulo Rocha, “é necessário existir no interior de cada confissão religiosa , no interior do cristianismo”.

Há cerca de um mês, também Marcelo Rebelo de Sousa enviou uma mensagem “em nome da República Portuguesa”, que o Presidente classificou como sendo uma “palavra muito breve, mas muito amiga e muito justa, à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre”, uma instituição que, disse, “de forma desinteressada, tem contribuído para aprofundar a democracia em todos os seus sentidos em Portugal”.

Em cerca de dois minutos e meio, o professor Marcelo destacou, na mensagem vídeo gravada no Palácio de Belém, o trabalho desenvolvido pela Fundação AIS no nosso país. “Fica aqui, portanto, a minha palavra de gratidão, que tem um toque pessoal, mas é sobretudo institucional, em nome da República Portuguesa agradecer a uma instituição que de forma desinteressada tem contribuído para aprofundar a democracia em todos os seus sentidos em Portugal.”

Amanhã, dia 13 de Outubro, assinala-se com a celebração de uma missa na sede da instituição em Telheiras, Lisboa, o início da presença da Fundação AIS em Portugal. Foi em 1995, há portanto um quarto de século, que um pequeno grupo de voluntários deu início ao trabalho do que é hoje o secretariado português da Ajuda à Igreja que Sofre, seguramente um dos mais dinâmicos da instituição a nível internacional.



PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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