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LISBOA: Em 2019 houve “cerca de uma centena” de sequestros de raparigas cristãs no Paquistão, afirma Arcebispo de Lahore

26 janeiro 2020
LISBOA: Em 2019 houve “cerca de uma centena” de sequestros de raparigas cristãs no Paquistão, afirma Arcebispo de Lahore
Só no ano passado houve “cerca de uma centena” de casos de sequestros de raparigas cristãs no Paquistão. O Arcebispo de Lahore, de passagem por Portugal, comentou o caso da jovem Huma Younus, sequestrada em Outubro passado e forçada a converter-se ao Islão. “Sei que foi raptada e depois foi violada”, afirmou D. Sebastian, referindo-se a esta rapariga cristã de apenas 14 anos que, segundo os sequestradores, ter-se-á convertido ao Islão e cuja história a Fundação AIS tem denunciado a nível internacional.

Para D. Sebastian Shaw, o sequestro de jovens raparigas cristãs ou hindus, duas das principais minorias religiosas no Paquistão, “significa que alguma coisa está errada na sociedade”. Não há números concretos sobre esta realidade dramática. Em relação ao ano passado, por exemplo, ano em que ocorreu o sequestro da jovem Younus, o Arcebispo de Lahore avança apenas com uma indicação genérica: “Não sei os números exactos, mas foram muitos, muitos casos. Talvez uma centena, talvez um pouco menos. Do Punjab, de onde eu venho, também houve casos e muitas [destas raparigas] são menores de idade.”

Este é outro dado relevante. O Arcebispo de Lahore assegura que muitas das raparigas sequestradas têm menos de 18 anos. “Este é um dos problemas principais: muitas destas raparigas são menores, ainda estudantes.”

No entanto, D. Sebastian Shaw afirma que o governo paquistanês “está empenhado” em resolver esta situação, garantindo a segurança e protecção de todos os cidadãos no país. Para isso, foi criada uma comissão no ano passado “para investigar os casos de sequestros” de raparigas oriundas das minorias religiosas.

Na altura da criação da referida comissão, entre Março e Abril, “foi reafirmado – explica D. Sebastian à Fundação AIS – que o sequestro é um crime e que os sequestradores devem ser punidos”. “Essa é a única forma para controlar [estes crimes] e tornar a sociedade mais harmoniosa. O governo está empenhado nisso e eu espero que seja feita justiça a Huma Younuis.”

O caso de Huma Younus, recorde-se, está a ser apoiado a nível internacional pela Fundação AIS. A jovem foi entretanto convocada para prestar declarações no Supremo Tribunal de Karachi no próximo dia 3 de Fevereiro – o que será inédito no Paquistão e poderá representar um ponto de viragem neste processo.

Para já, os pais de Huma estão desesperados e têm lançado diversos pedidos de ajuda para conseguirem resgatar a sua filha das mãos dos sequestradores. “Peço que ergam as vossas vozes em defesa de Huma. Se a vossa filha de 14 anos passasse por tudo isto, o que fariam? Considerem a nossa menina como se fosse vossa filha. Por favor, ajudem-nos!”

De facto, o sequestro de raparigas é uma realidade cruel no Paquistão. Normalmente, as jovens depois de raptadas, são violentadas, forçadas à conversão ao Islão e dadas em casamento a homens mais velhos.

Ainda recentemente, a agência de notícias Associated Press denunciava a existência de redes de tráfico de raparigas e mulheres paquistanesas para a China, muitas delas pertencentes à comunidade cristã.

Nessa investigação, divulgada em Dezembro passado, foi revelada a existência de uma lista de 629 mulheres que teriam sido vendidas, desde 2018 até Abril agora como noivas a homens chineses, situação possível graças essencialmente à cumplicidade e corrupção das autoridades paquistanesas e de responsáveis de “pequenas igrejas evangélicas”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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