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LISBOA: Fundação AIS apela à solidariedade de todos para que a Igreja de Moçambique possa ajudar as vítimas do terrorismo

25 fevereiro 2022
LISBOA: Fundação AIS apela à solidariedade de todos para que a Igreja de Moçambique possa ajudar as vítimas do terrorismo
“Moçambique conta consigo, vamos ajudar?” A Fundação AIS lançou este apelo a todos os seus benfeitores e amigos em Portugal procurando sensibilizá-los para auxiliarem a Igreja Católica em Moçambique que continua a lidar, todos os dias, com milhares de refugiados, pessoas que fugiram dos ataques terroristas e que ficaram de mãos completamente vazias, na mais absoluta pobreza.

Ainda esta semana, a Fundação AIS reportava uma série de incidentes graves, de ataques nos últimos dias em aldeias na região de Nangade, perto da fronteira com a Tanzânia, com mais de uma dezena de mortos. Um missionário da Igreja Católica afirmava que, perante a situação, os populares estavam “todos apavorados”.

É neste contexto de violência extrema por parte de grupos armados especialmente na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, que a Fundação AIS lança mais um apelo aos portugueses para terem uma solidariedade activa com este país irmão. Uma solidariedade que tem como objectivo aumentar a capacidade de resposta da Igreja de Moçambique que nunca deixou de estar presente junto das populações mais afectadas, mesmo em situações de grande perigo, dando um testemunho eloquente de amor em tempo de guerra.

A violência terrorista, que teve início em Outubro de 2017, já provocou, até ao momento, cerca de 3 mil mortos e mais de 850 mil deslocados. Face aos constantes pedidos de ajuda de bispos, sacerdotes e religiosas em missão em Moçambique, o secretariado português da Fundação AIS lançou mais um apelo à sociedade portuguesa para uma partilha solidária com esta Igreja lusófona presente num dos países mais pobres do mundo.

Para consciencializar os seus benfeitores e amigos para a urgência da ajuda material para com Moçambique, a Fundação AIS editou uma pequena revista dedicada exclusivamente a este país africano, com histórias que atestam, na primeira pessoa – uma equipa da Ajuda à Igreja que Sofre esteve em Moçambique no final do ano passado –, a importância do trabalho da Igreja junto das populações deslocadas pela violência, mas também de todos os que vivem em grande pobreza e necessidade.

D. António Juliasse, Administrador Apostólico de Pemba, foi um dos bispos que acolheu a equipa da Fundação AIS, mostrando no terreno como é tão difícil, com tanta escassez de meios, auxiliar milhares de pessoas que foram forçadas a fugir das suas aldeias e vilas e estão agora em campos de acolhimento dependentes em absoluto de ajuda de instituições de solidariedade.

“O sofrimento fez com que Cabo Delgado ficasse mais próximo do mundo”, disse D. Juliasse à equipa de reportagem da Fundação AIS. “O grande desafio que se coloca à diocese – acrescentou o prelado – é ajudarmos este povo que está a viver este grande sofrimento, para poder olhar para o futuro com esperança. Não há coisa que mais maltrata o ser humano do que a falta da esperança…”

D. Juliasse, traduzindo o sentimento dos responsáveis da Igreja em Moçambique, desde Bispos a sacerdotes, passando por religiosas e leigos comprometidos com o trabalho de evangelização, destacou o apoio que a Fundação AIS tem vindo a canalizar para este país africano de língua portuguesa. “Todos nós temos um sentimento de muita gratidão para com a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre e também para com todos aqueles que fazem parte dessa grande família de solidariedade, os que apoiam, os que fazem as suas doações, todos os benfeitores espalhados pelo mundo inteiro e que colaboram para esta grande obra da Igreja”, disse D. Juliasse.

Ao longo dos últimos anos, mas muito especialmente desde o final de 2017, quando eclodiu a violência terrorista por parte de grupos armados que reivindicam pertencer ao Daesh, os jihadistas do “Estado Islâmico”, a generosidade dos benfeitores da Fundação AIS em Portugal e em todo o mundo tem permitido canalizar uma importante ajuda humanitária para Moçambique, nomeadamente ao nível de apoio à subsistência, mas também auxiliando a Igreja e as comunidades locais com projectos de construção de igrejas, casas, capelas, meios de transporte, formação pastoral e apoio aos meios de comunicação social, entre muitos outros projectos.

“Graças aos benfeitores da Fundação AIS”, sublinha a directora da instituição em Portugal, “podemos ajudar a Igreja a ser sinal concreto de amor junto das populações mais necessitadas, dos que vivem em enorme sofrimento.”

Catarina Martins de Bettencourt lembra que a Fundação AIS “está no terreno a apoiar catequistas, padres, irmãs e bispos que têm sido, tantas vezes, a única voz amiga, a única presença, o único apoio de centenas e centenas de pessoas que, de um dia para o outro, por causa dos ataques terroristas, ficaram sem nada e estão ainda traumatizadas”. “Se não fosse a presença da Igreja, que nós procuramos ajudar de forma muito activa, o que seria de todas essas pessoas, o que seria de todas essas famílias?”, questiona a responsável da fundação pontifícia em Portugal

De facto, além do apoio material que tem vindo a ser disponibilizado, nomeadamente ao nível da distribuição de alimentos, roupa e medicamentos, a Igreja em Moçambique tem vindo a desenvolver também, com o suporte da Fundação AIS, um projecto ambicioso e fundamental de apoio psicossocial para as populações vítimas da violência terrorista.

A pequena revista que está a ser distribuída aos benfeitores da Ajuda à Igreja que Sofre em Portugal documenta a presença desta Igreja solidária em várias dioceses, não esquecendo também o apoio à reconstrução desencadeado em consequência da passagem, já em Janeiro deste ano, da tempestade tropical “Ana”. Afectando especialmente as províncias de Nampula, Zambézia e Tete, a tempestade provocou mais de duas dezenas de mortos, a destruição de milhares de casas, assim como de infraestruturas, capelas, centros catequéticos, escolas, estradas, pontes e centros de saúde.

Moçambique conta consigo, vamos ajudar?”, é o apelo que a Fundação AIS dirige a todos os seus benfeitores e amigos, a todos os portugueses genuinamente preocupados com o povo irmão de Moçambique. Afinal, como se pode ler ao longo das 12 páginas deste “Boletim” editado pela fundação pontifícia, “a Igreja é amor no meio do sofrimento”.



PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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