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Notícias

MOÇAMBIQUE: “Imploramos ajuda”, diz Bispo de Pemba perante o agravar da situação em Cabo Delgado

30 outubro 2020
MOÇAMBIQUE: “Imploramos ajuda”, diz Bispo de Pemba perante o agravar da situação em Cabo Delgado
Agrava-se a situação humanitária em Cabo Delgado com a chegada de barcos com milhares de novos deslocados. O Bispo de Pemba, durante uma acção da Caritas de Moçambique na praia de Paquitequete, na quarta-feira, 28 de Outubro, reconheceu que seriam já cerca de “10 mil pessoas” só nos últimos dias e que “continuam a chegar…”

A violência que se faz sentir na região por causa dos ataques de grupos armados que reivindicam pertencer ao Daesh, o Estado Islâmico, está a provocar a fuga da população. Diz D. Luiz Lisboa, num vídeo divulgado pela Diocese de Pemba, que “são deslocados que estão a fugir das cidades vizinhas e das ilhas”, sendo que algumas dessas pessoas fazem-no “por causa dos ataques que sofreram, outras saem das suas aldeias preventivamente porque têm medo”. “É uma situação generalizada de muito medo. Então, as pessoas estão a fugir…”

A praia de Paquitequete, que tem servido de ancoradouro destes barcos cheios de pessoas em fuga, é o espelho da difícil situação humanitária em que se encontra a cidade de Pemba. As pessoas “chegando aqui”, diz o Bispo envergando um colete da Caritas, “encontram estas condições… tendas improvisadas porque ainda não foi [encontrado] um lugar para serem levadas”.

O acolhimento principal tem sido da responsabilidade das populações locais que acolhem familiares deslocados ou que “se comovem com a situação e acabam levando gente para [sua] casa”, explica ainda o Bispo.

Porém, nem todos conseguem esse acolhimento. Por isso, descreve ainda D. Luiz Lisboa, “são centenas de pessoas que estão aqui, que dormem aqui na praia e, infelizmente, já aconteceu casos de mortes…”

São casos de pessoas que não resistem às duras condições das viagens.“Essas pessoas, às vezes, ficam nas embarcações, três, quatro dias no mar. Então, chegam desidratadas, chegam doentes. Já houve partos durante a viagem… É uma situação muito difícil”, esclarece D. Luiz Lisboa.

Perante a falta de meios e o avolumar de novos deslocados, o Bispo de Pemba pede ajuda à comunidade internacional. “Esta é uma crise humanitária muito forte para a qual nós pedimos, nós imploramos mesmo ajuda e solidariedade da comunidade moçambicana e da comunidade internacional.”

Ainda recentemente, o Padre Kwiriwi Fonseca, responsável pela comunicação da diocese de Pemba, apelava à Fundação AIS em Lisboa para a necessidade de se reforçar a ajuda humanitária para que a Igreja local tenha meios para acudir a tantas pessoas em fuga.

“Na medida em que aumenta o número de deslocados aumentam as necessidades. A campanha está aí circulando e alguns benfeitores estão com certeza a responder positivamente mas a Igreja continua ainda com necessidades e está de braços abertos para qualquer um que queira canalizar ajuda para a Diocese de Pemba por meio da Caritas Diocesana.”

De facto, a Fundação AIS está a promover uma grande campanha de ajuda para a Diocese de Pemba. Uma campanha que está a decorrer no nosso país, com uma assinalável adesão dos benfeitores portugueses mas também a nível internacional com o envolvimento activo de diversos secretariados.



PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

Comentários

Total de 5 Comentário(s)
Vera
Só posso sentir que, diante da Paz e das seguranças em que vivo, mesmo que em qualquer momento me possam fugir, a capacidade de partilha de bens me é imperiosa. Todos os humanos que vivem na pobreza extrema, na orfandade, sem direitos cívicos nem oportunidades de trabalho que crie melhorias nas suas condições de vida, são nossa família humana privilegiada, merecedora do nosso legado patrimonial, ao nível de outros herdeiros ou, mais ainda, se os nossos herdeiros legais já forem afortunados por condições aceitáveis de vida, por formação profissional que os habilite a vingar no mercado de trabalho, por residirem numa área de paz e de democracia efetiva, onde vigorem apoios sociais. O imprescindível é que haja gestores credíveis em instituições (eclesiais) que dirijam esses bens patrimoniais, de facto, para a promoção dos mais desvalidos e os façam "pescar". Confiemos que seja o caso da Fund. AIS. Bem hajam e mereçam a confiança de todos!
Artur José Vieira Tavares
Ajuda a Moçambique... É para já...Ontem já era tarde.
Luis Santana
Já é tempo da a ONU ajudar. Se envia forças para todo o sítio, também o deve fazer para aqui. Ou é por serem pobres: não há diamantes nem petróleo , mas têm outros recursos . Duvidam que eles estão a atacar a região porquê, ou mando de quem ? Querem o gás e o carvão !!
Antonio Ughetto
Minha terra, nasci em Moçambique (1943) tive a sorte de conhecer praticamente todo Moçambique, estive em Pemba no dia em que O Presidente Samora entrou depois da revolução de Lisboa 25/04/74. Respirava o Norte como todos nós por um futuro risonho. Infelizmente não tenho assistido o que desejava. Agora esses ataques incompreensiveis que destroem famílias e tudo o mais é simplesmente bárbaro. Se de alguma forma, possa ajudar, estou disponivel
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