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MOÇAMBIQUE: “O povo vive momentos insuportáveis” em Cabo Delgado, denuncia padre em mensagem enviada à AIS (c/vídeo)

22 julho 2020
MOÇAMBIQUE: “O povo vive momentos insuportáveis” em Cabo Delgado, denuncia padre em mensagem enviada à AIS (c/vídeo)
A crise humanitária que se vive em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, por causa dos ataques terroristas que têm vindo a flagelar a região, tem vindo a adquirir uma dimensão terrível, tendo em conta o número de mortos, de pessoas deslocadas, e a falta de recursos para o acolhimento das populações.

O Padre Cantífula de Castro, director adjunto da Radio Encontro, da Arquidiocese de Nampula, enviou para a Fundação AIS uma mensagem que é simultaneamente um pedido de ajuda e um alerta para a comunidade internacional.

Diz este sacerdote, que é também director-adjunto da Rádio Encontro, que só a paróquia de Anchilo já acolheu cerca de 350 pessoas em fuga da violência terrorista. Para o Padre Cantífula, “a província de Cabo Delgado arde de guerra há três anos”. “O povo vive momentos insuportáveis por causa do terrorismo”, diz o sacerdote, explicando que “os distritos do norte daquela província são os mais abrangidos”.

A província de Cabo Delgado tem sido palco desde Outubro de 2017 de ataques por grupos armados que assumem, desde há alguns meses, serem afiliados no Daesh, o Estado Islâmico. Os ataques têm vindo a aumentar de intensidade nos últimos meses, especialmente desde o início deste ano. “É uma situação deplorável. Estima-se pouco mais de mil mortos, casas queimadas, aldeias abandonadas, pessoas vivendo no mato e outras se refugiam, de mãos vazias, em lugares mais seguros procurando asilo.”

Na mensagem vídeo enviada para a Fundação AIS em Lisboa, o director-adjunto da Rádio Encontro dá alguns exemplos “para vosso conhecimento” do que está a ser feito em Nampula no acolhimento aos deslocados vítimas da violência em Cabo Delgado. “Na Arquidiocese de Nampula, são cerca de cinco mil deslocados que chegam nos distritos de Meconta, Nampula e Rapale. São na sua maioria mulheres jovens e crianças que carecem de ajuda humanitária. Sim, falta-lhes espaço para acomodação, géneros alimentícios, vestuário e até material para a prevenção da Covid-19.”

O Padre Cantífula de Castro diz que, apesar da situação complexa e da falta de recursos, “a Igreja não abandona estas pessoas mas está perto delas com ajuda material e conforto espiritual”. E lança um apelo aos portugueses e a toda a comunidade internacional. “Por favor, não se esqueçam de nós. Se puderem, ajudem estas pessoas que perderam tudo e tiveram que fugir das suas casas. Muito obrigado."

Calcula-se que, neste momento, haverá mais de 200 mil desalojados na Diocese de Pemba. A situação é considerada crítica no ponto de vista humanitário. Em resposta aos inúmeros pedidos de socorro dos cristãos de Cabo Delgado, a Fundação AIS decidiu lançar uma campanha de oração e de ajuda de emergência para a Igreja local. Perante o cenário dramático que se vive no norte de Moçambique, D. Luiz Fernando Lisboa pediu ajuda à Fundação AIS. Pediu orações e apoio material para o povo perseguido de Cabo Delgado e por esta Igreja que Sofre e que reza em português. “Queridos irmãos da Fundação AIS em Portugal: peço-vos orações e ajuda para o meu povo. Obrigado a cada um de vós”, escreveu o Bispo.

Na carta enviada para Lisboa, D. Luiz sublinha que é muito importante canalizar o máximo de ajuda possível para os sacerdotes e as irmãs. São eles que estão lado a lado com o povo que sofre. Mas estão, também eles, de mãos vazias. “São padres que não têm nenhum tipo de rendimento e estão em dedicação total ao seu povo e ao trabalho pastoral”, explica o prelado. “Eles comprometem-se a rezar pelas vossas intenções e juntos, rezaremos pela paz em Moçambique. Que Deus vos abençoe.”



PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

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