Caros amigos,
Obrigado. É uma expressão que ouvimos com muita frequência, mas é a única palavra que pode fazer justiça ao amor, compaixão, generosidade de espírito demonstrado por vós, os amigos da Igreja que sofre. O Relatório Anual 2008 revela o fruto da vossa preocupação em 137 países do mundo. É um testemunho do poder do amor. E numa época de dificuldades financeiras essa generosidade é ainda mais notável.
Por trás de cada série de estatísticas no presente relatório há pessoas que testemunham a importância da fé no nosso mundo agitado. Cada uma delas pode contar histórias de sofrimento e de esperança, de luta contra a opressão e da necessidade de manter a fé em tempos de terríveis aflições. A triste realidade é que em muitas partes do mundo essa necessidade está a tornar-se cada vez mais séria. A generosidade dos benfeitores cresceu para além do que pensámos ser possível e, contudo, quer o número quer a dimensão dos pedidos cresceu mais ainda. Em 2008 não pudemos dar resposta a 2.000 pedidos.
Nas respostas às cartas de África, da Ásia, da Europa de Leste e da América Latina, fomos forçados a responder: “Gostaríamos muito de ajudar, mas não temos os fundos necessários para o fazer.”
No entanto, com o vosso apoio a AIS pode levar cada vez mais esperança. Não se pode fazer tudo de uma só vez, mas juntos, passo a passo, aliviamos o peso dos que hoje carregam a cruz. Não estamos sozinhos, pois temos as orações dos sacerdotes e das religiosas em todo o mundo que contam com a nossa ajuda.
Se cada benfeitor generoso puder dar só mais um euro por mês, poderíamos responder imediatamente com um “Sim” a quase mais 2.000 pedidos. Com 700.000 amigos e benfeitores da AIS em todo o mundo, imaginem o que conseguiríamos. Juntos somos um pelotão de esperança!
Graças a vós, encorajaremos a Igreja que sofre e, assim, ofereceremos novamente o amor de Cristo.
Caros amigos, unidos nesta missão comum e fortalecidos por uma fé inspirada pelo Espírito Santo no Pentecostes, realizamos juntos a missão de levar Cristo aos homens de boa vontade. Mas não esqueçamos que ao dar, recebemos. Os testemunhos de fé dados pelos cristãos perseguidos e oprimidos nos dias de hoje são uma prova dessa verdade. Quando visitamos os bispos e os fiéis em lugares esquecidos de sofrimento, e quando eles visitam a nossa sede na Alemanha, a mensagem é sempre a mesma: “Obrigado.” Mas, na realidade, somos nós que deveríamos agradecer-lhes, pois é a sua coragem, a sua esperança e o seu sacrifício que nos ensinam o que é ser cristão hoje. Eles são uma bênção para nós. Nunca deveríamos esquecer as palavras do P. Werenfried, fundador da AIS: “Eles estão a ser testados na fé; nós estamos a ser testados no amor.”
Pierre-Marie Morel,
Secretário-Geral Internacional
«Assim, trata-se de falta de fé se nós, perante as novas e sempre maiores tarefas, por causa de uma recessão económica, não temos a coragem de aumentar, se necessário, o nosso orçamento anual e, pelo contrário, o reduzimos. Não pode ser vontade de Deus que nos deixemos intimidar por obrigações que nos esperam, porque duvidamos que Deus inspirará os corações dos nossos benfeitores a espírito de sacrifício ainda maior. Porque é que Ele não continuará a fazer aquilo que fez sempre: adequar as nossas entradas às promessas feitas? Deus não nos desapontará.»
Padre Werenfried
Directivas Espirituais, nº 19
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