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Sementes de Esperança

Sementes de Esperança: Novembro de 2020

1 novembro 2020
Sementes de Esperança: Novembro de 2020
RÚSSIA
DEUS NA CONSTITUIÇÃO?


No Verão passado a Rússia levou a referendo a inclusão de Deus na Constituição. Inicialmente agendado para 22 de Abril, a votação foi adiada para uma data posterior, devido à pandemia de COVID-19 na Rússia. Os resultados oficiais foram divulgados no dia 2 de Julho. A Constituição passa, entre outras medidas, a proclamar a “fé em Deus” do povo Russo.

Superfície 17.098.246 km2
População 143.440.000 habitantes
Religiões Cristãos: 82,2 % | Muçulmanos: 11,8 % | Agnósticos: 4,1% | Outras: 1,9 %
Língua oficial Russo



Entre 25 de Junho a 1 de Julho deste ano, a Rússia empenhou-se numa nova etapa da sua história contemporânea com um referendo (baptizado “voto de todos os Russos” por razões constitucionais) com vista a alterar a Constituição e, em particular, de aí fazer presente a menção a Deus. Mas este referendo deverá também permitir a Vladimir Putin cumprir dois novos mandatos presidenciais de seis anos cada um, até 2036. A decisão de tornar presente a menção de Deus nas alterações de voto poderia surpreender e parecer demonstrar um reforçar da “sinfonia” Estado-Igreja almejada pela Igreja Ortodoxa. Tal como a menção do casamento “união entre um homem e uma mulher”, a defesa dos “valores tradicionais da família” e a do direito dos pais “de educar os seus filhos de acordo com as suas convicções religiosas e filosóficas”. Na realidade, a Rússia acerta o passo com muitos outros países do mundo que estão a alterar a sua Constituição de forma semelhante, cerca de 40 anos depois, em todos os continentes (incluindo cinco membros da União Europeia, bem como a Suíça e a Noruega), tal como já referiu o Patriarca de Moscovo, Kyrill, no seu apelo de Janeiro de 2020 ao Presidente russo, pedindo-lhe que alterasse a Constituição de 1993 nesse sentido. Para o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, esta mudança constitucional não deveria alterar em nada a natureza secular do Estado russo.


APENAS 3% DE FIÉIS NA PÁSCOA
Passado o aumento enorme de renovação da fé e da prática dominical que marcou o fim do ateísmo do Estado, a prática religiosa dificilmente seguiu a inegável renovação da Igreja Ortodoxa Russa. Mesmo na Páscoa, de longe a celebração mais participada, dificilmente chegou aos 3% de fiéis no país, de acordo com os números oficiais do Estado russo e do Patriarcado de Moscovo: os Russos regressaram a Deus e à religião, mas não às igrejas. Irá a pandemia do coronavírus mudar a situação, depois do confinamento? Num primeiro momento, quando as autoridades anunciaram medidas restritivas no final do mês de Fevereiro, houve sectores da Igreja Ortodoxa Russa que as rejeitaram: “Se uma lei vai contra a nossa fé, o nosso dever é ignorá-la”, declarou então o Arcipreste Dmitri Smirnov, chefe da Comissão Sinodal dos Assuntos da Família, no canal da televisão russa Spas, a 28 de Fevereiro. Recomendava também organizar reuniões nocturnas para evitar as patrulhas da Polícia. Mas sem dúvida sob a pressão das autoridades, o Patriarcado aceitou as medidas de distanciamento físico e condenou aqueles que não o respeitaram, pela voz do Metropolita Hilarion de Volokolamsk. Estes “não se comportam de forma evangélica, mas como os fariseus. Usam a crise para distinguirem… é um comportamento irresponsável e egoísta. Se não têm medo de ser contaminados, pensem nos outros!”.

Oração
Para que os Cristãos russos ganhem um maior sentido de espírito comunitário na fé, nós Te pedimos Senhor.

A VELA DE PUTIN
O Arcebispo Católico de Moscovo tinha determinado o encerramento de todas as igrejas católicas aos fiéis no dia 22 de Março. Mas foi apenas seis dias antes da Páscoa que o Patriarca Ortodoxo seguiu o mesmo caminho. A Vigília Pascal, transmitida pela televisão russa, foi assim celebrada pelos hierarcas do patriarcado na catedral de Cristo Salvador, em Moscovo, e pelos sacerdotes nas suas igrejas paroquiais, sem a presença de fiéis. O presidente Putin dirigiu-se à pequena capela da sua residência em NovoOgaryovo, próximo de Moscovo, para acender uma vela. Mas muitos bispos e sacerdotes não fizeram caso desta decisão e as igrejas permaneceram abertas em várias regiões. O último domingo de Páscoa também registou um novo record de novos casos de Covid-19: 6600.

Oração
Para que as orações dos Cristãos em todo mundo, que há 100 anos rezam mais intensamente pela Rússia em resposta aos apelos da Tua e nossa Mãe, consigam alcançar de Vós a conversão deste país, nós Te pedimos Senhor.


SEMPRE A UCRÂNIA

A crise entre o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla e o de Moscovo na Ucrânia continua e agudiza-se. A tentativa de conciliação do Patriarca Theophilos de Jerusalém em Amã, de 25 a 27 de Fevereiro de 2020 apenas agravou o diferendo. Ambas as partes pretendem agora reforçar os seus apoios, religiosos e políticos. O Patriarca de Moscovo retirou assim as suas paróquias africanas da jurisdição de Constantinopla, enquanto a Igreja Greco-Ortodoxa se reaproxima de Kiev.


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